MUNDO
Após terremotos, Venezuela soma 1.450 mortos e 50 mil desaparecidos
País segue em busca de desaparecidos após tremores que devastaram o norte


O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.450, segundo balanço divulgado neste domingo, 28, pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. As operações de busca continuam, enquanto milhares de pessoas seguem desaparecidas nas áreas mais devastadas.
O novo levantamento representa um aumento em relação ao balanço anterior, divulgado no sábado, 27, quando o governo havia confirmado 1.430 mortes. De acordo com estimativas das Nações Unidas, cerca de 50 mil pessoas ainda não foram localizadas.
Buscas entram em fase crítica
As equipes de resgate seguem trabalhando em meio aos escombros de prédios e residências destruídos pelos tremores. No entanto, especialistas alertam que as chances de encontrar sobreviventes diminuem significativamente entre 48 e 72 horas após um desastre dessa magnitude.
O balanço oficial contabiliza apenas as mortes já confirmadas pelas autoridades, o que indica que o número final de vítimas pode ser ainda maior.
Milhões de pessoas foram afetadas
Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, estima que até 6,8 milhões de pessoas tenham sido impactadas pelos terremotos em todo o país.
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Segundo o organismo internacional, aproximadamente dois milhões de moradores da capital Caracas estão entre os afetados. Além das perdas humanas, centenas de edifícios foram destruídos ou sofreram danos estruturais.
La Guaira concentra maior destruição
O município de La Guaira, no litoral venezuelano, permanece como a área mais atingida pela tragédia. A região registrou o maior número de desabamentos e concentra parte das operações de busca.
Também foram registrados graves danos em Caracas e em Maiquetía, onde está localizado o Aeroporto Internacional Simón Bolívar. O terminal segue fechado por tempo indeterminado devido aos impactos provocados pelos tremores.
Segundo o governo venezuelano, ao menos 383 edifícios foram totalmente destruídos ou ficaram comprometidos.
Ajuda internacional reforça operações
A resposta internacional ao desastre continua sendo ampliada. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, mais de 1.600 socorristas estrangeiros desembarcaram no país em 17 voos para auxiliar nas operações de resgate.
Outros 25 voos com equipes especializadas e ajuda humanitária são esperados nas próximas horas.
O Brasil também participa da força-tarefa. Na sexta-feira, 27, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou à Venezuela transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Novas aeronaves com insumos e assistência humanitária também devem ser enviadas.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou ainda que cerca de 14 mil militares e policiais atuam nas regiões afetadas e que outros dez países aderiram aos esforços de socorro.
Tremores foram os mais fortes em mais de um século
Os terremotos ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. O epicentro do abalo mais intenso foi registrado na cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas.
Além da elevada magnitude, a pouca profundidade dos sismos potencializou a destruição. Réplicas também foram registradas em cidades costeiras, especialmente em La Guaira, agravando os danos estruturais e dificultando as operações de resgate.


