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CIÊNCIA

Asteroide vai atingir a Lua? Entenda por que a Nasa deu o alerta

Novas observações com tecnologia infravermelha corrigem órbita de objeto espacial

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

06/03/2026 - 1:29 h

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Asteróide passará a uma distância segura de mais de 20 mil km da superfície lunar
Asteróide passará a uma distância segura de mais de 20 mil km da superfície lunar -

O que começou como um sinal de alerta máximo para a comunidade científica terminou em um importante alívio astronômico. O asteroide 2024 YR4, anteriormente classificado como uma das maiores ameaças espaciais descobertas nos últimos 20 anos, não atingirá a Lua.

A confirmação veio após dados precisos coletados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) em fevereiro de 2026.

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Inicialmente, os cálculos apontavam uma probabilidade de 4% de impacto com o satélite natural da Terra no dia 22 de dezembro de 2032. No entanto, as novas medições indicam que o objeto de 60 metros de diâmetro passará a uma distância segura de mais de 20 mil km da superfície lunar.

O desafio de rastrear um "ponto fraco"

A confirmação da órbita segura não foi uma tarefa simples. Após sua descoberta no ano passado, o 2024 YR4 se afastou da Terra, tornando-se invisível para telescópios convencionais. A expectativa era de que ele só pudesse ser observado novamente em 2028.

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Entretanto, uma colaboração internacional entre a NASA e a ESA identificou janelas de observação em fevereiro de 2026. Utilizando a câmera infravermelha NIRCam do James Webb e o mapeamento estelar da missão Gaia, os astrônomos conseguiram localizar o asteroide como um minúsculo ponto de luz em meio a um campo vasto de estrelas.

Tecnologia a serviço da defesa planetária

O uso do James Webb para este fim é considerado uma proeza técnica. Projetado para observar galáxias a bilhões de anos-luz, o telescópio possui um campo de visão reduzido, o que torna a localização de objetos pequenos e próximos extremamente complexa.

  • Precisão: O mapeamento permitiu prever a posição exata do objeto com margem mínima de erro.
  • Colaboração: O trabalho envolveu o Centro de Coordenação de Objetos Próximos da Terra da ESA e o Centro de Estudos da NASA.
  • Monitoramento: O episódio reforça a eficácia dos programas de defesa planetária em identificar e corrigir trajetórias de risco.

Com os novos dados, a hipótese de impact, tanto na Terra quanto na Lua, foi definitivamente arquivada.

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