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ESCÂNDALO

Caso Epstein: Donald Trump se diz inocente e alvo de uma conspiração

Presidente dos Estados Unidos foi citado mais de 38 mil vezes em arquivos ligados ao criminoso sexual

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

03/02/2026 - 21:25 h

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Donald Trump, presidente dos EUA, ao lado do criminoso sexual Jeffrey Epstein
Donald Trump, presidente dos EUA, ao lado do criminoso sexual Jeffrey Epstein -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira, 3, que os norte-americanos esqueçam o escândalo sexual do bilionário Jeffrey Epstein, afirmando que foi inocentado pela recente divulgação de milhões de documentos. O republicano ainda disse que seria alvo de uma conspiração.

“Nada veio à tona sobre mim além da conclusão de que houve uma conspiração contra mim, literalmente, por parte de Epstein e outras pessoas. Mas acho que agora é hora de o país talvez se concentrar em outra coisa, como saúde ou algo que seja importante para as pessoas”, declarou Trump em entrevista a repórteres na Casa Branca.

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Além disso, o presidente norte-americano desviou a atenção das acusações sobre ele, afirmando que “muitos democratas estão muito envolvidos com Epstein”.

Relação de Trump e Epstein

A polêmica em torno de Jeffrey Epstein tem sido uma questão incômoda para Trump desde que aliados do presidente americano prometeram, durante a campanha eleitoral de 2024, divulgar os documentos do caso.

Trump, no entanto, recuou e demonstrou resistência para divulgar os arquivos, o que alimentou especulações de que eles continham informações prejudiciais sobre ele ou seus aliados.

Os arquivos estão repletos de referências a Trump, que foi um amigo próximo de Epstein até o início dos anos 2000, apesar de o presidente ter minimizado repetidamente o relacionamento.

Com uma ferramenta de busca própria, o jornal New York Times identificou mais de 38 mil referências a Trump no último lote de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça na última sexta-feira, 30. Ainda, arquivos anteriores, divulgados pelo DOJ no final do ano passado, incluíam outros 130 documentos com referências relacionadas a Trump.

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Contudo, Todd Blanche, vice-procurador-geral dos EUA, afirmou que não foram encontradas informações críveis que justificassem uma investigação mais aprofundada nos cerca de 3 milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça (DOJ).

Muitos dos registros que mencionam Trump são artigos de notícias e outros materiais de domínio público que haviam chegado à caixa de entrada de e-mails de Epstein. Além disso, nenhum desses arquivos inclui qualquer comunicação direta entre o presidente e o criminoso sexual.

Poucos dos arquivos datam do início dos anos 2000, quando os dois eram amigos.

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caso jurídico conspiração Donald Trump escândalo Jeffrey Epstein

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