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Colômbia sofre com roubos após terremoto e mais de 130 mortos

Cidades colombianas adotaram toque de recolher após episódios de roubos

Edvaldo Sales
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Cidades colombianas adotaram toque de recolher após episódios de roubos
Cidades colombianas adotaram toque de recolher após episódios de roubos - Foto: AFP

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, disse que foram reportados episódios de roubos e “problemas de ordem pública” após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na manhã de segunda-feira, 10.

Segundo informações da Associação de Cidades Capitais da Colômbia (Asocapitales), até o momento, o tremor deixou 132 mortos.

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O líder colombiano publicou um pronunciamento nas redes sociais na noite de segunda. Após os relatos de roubos, De La Espriella afirmou que o governo nacional vai reforçar o policiamento das cidades afetadas pelo tremor.

“Ao amanhecer (do dia 11), teremos nas cidades mil homens protegendo para evitar saques e situações que alterem a ordem pública”, disse o presidente da Colômbia.

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Cali, cidade que fica a sudoeste de Bogotá, foi uma das cidades mais afetadas pelo terremoto, deixando ao menos 35 mortos e 188 desaparecidos, além de cerca de 700 feridos e 5 mil imóveis destruídos ou afetados na região.

Além da militarização da cidade, a prefeitura de Cali decretou toque de recolher das 20h de segunda-feira, no horário local, até as 6h desta terça-feira, 11 — das 22h às 8h, no horário de Brasília.

Alejandro Eder, prefeito de Cali, atribuiu a decisão às “ameaças de saques” e afirmou, em uma mensagem divulgada pela Prefeitura, que a medida teria como objetivo “garantir a segurança na cidade e proporcionar espaço e condições suficientes para que as equipes de resgate possam continuar seus trabalhos”.

“Temos alertas e ameaças de saques em vários pontos de Cali. Nossa prioridade é proteger a cidadania e concentrar todos os esforços em salvar vidas. Caleños, essas primeiras 48 horas são críticas. Pedimos que permaneçam em casa, acatem o toque de queda e mantenham a solidariedade”, pediu.

A prefeitura de Pereira, no oeste da Colômbia, também ordenou um toque de recolher, válido até a manhã desta terça-feira. Também implementaram o “Dia sem Carro” até o fim do dia.

Capitais em alerta vermelho

Cinco capitais do país estão em alerta vermelho, 86 edifícios desabaram e sete aeroportos suspenderam as operações, segundo a Asocapitales.

O epicentro do terremoto foi localizado em San José del Palmar, a cerca de 240 quilômetros de Bogotá. O tremor foi sentido com força na capital do país, onde alarmes dispararam e pessoas saíram às ruas por precaução. O abalo também causou destruição em várias cidades colombianas.

EUA anunciam US$ 15,5 milhões à Colômbia após terremoto

Líderes mundiais se solidarizaram com a Colômbia. Os Estados Unidos anunciaram a destinação de US$ 15,5 milhões em recursos para para ações de abrigo, alimentação, proteção e avaliação dos impactos do terremoto, de acordo com o Departamento de Estado.

Antes de oficializar a ajuda econômica, o secretário de Estado, Marco Rubio, havia oferecido apoio à Colômbia e adiantado que os Estados Unidos estavam monitorando a situação e prontos para apoiar.

Segundo Rubio, cidadãos americanos que se encontram na Colômbia devem se inscreverem na página do Departamento de Estado e seguir as redes sociais da Embaixada em Bogotá para obter assistência e informação oficial.

Novo governo colombiano

Abelardo de la Espriella, que tomou posse na última sexta-feira, 7, venceu no segundo turno da eleição presidencial de 21 de junho o candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo agora ex-presidente Gustavo Petro, com o que a Colômbia deu uma guinada à direita, acelerando uma mudança política em direção a esse bloco conservador que se estende pela América Latina.

Durante a campanha, o presidente De La Espriella defendeu medidas relacionadas ao reforço da segurança pública no país.

Em seu discurso de posse, propôs uma “mão firme” contra o crime, o tráfico de drogas e os grupos armados ilegais, o fortalecimento das Forças Armadas e a construção de mega prisões. “Envio uma mensagem firme ao povo colombiano: chegou a hora de restaurar a ordem, a autoridade e a liberdade”, afirmou.

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