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Conheça a cidade que decidiu acabar com os radares de velocidade

Fim dos radares mexe na arrecadação e reacende debate sobre segurança no trânsito

Luan Julião
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Estudo com 2 mil moradores aponta que lombadas são vistas como mais eficazes que radares automatizados
Estudo com 2 mil moradores aponta que lombadas são vistas como mais eficazes que radares automatizados - Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

No Canadá, a pequena cidade de Ontário reformulou sua estratégia para reduzir a velocidade nas vias públicas e decidiu abandonar o uso de radares eletrônicos. A decisão, anunciada pelo primeiro-ministro Doug Ford, parte da avaliação de que os aparelhos geravam mais arrecadação do que resultados concretos na prevenção do excesso de velocidade.

Como alternativa, o governo optou por ampliar medidas físicas de moderação do tráfego, consideradas mais eficazes para obrigar motoristas a desacelerar.

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No lugar dos radares, o governo pretende apostar em intervenções físicas para forçar a redução de velocidade. O plano prevê um investimento de US$ 149 milhões em ações como instalação de novas lombadas, criação de rotatórias, implantação de faixas de pedestres elevadas, reforço na sinalização e intensificação da presença policial, especialmente em áreas escolares e comunitárias onde já existem câmeras.

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A mudança vem embasada por uma pesquisa da Abacus Data, realizada com 2 mil moradores de Ontário. Segundo o levantamento, metade dos entrevistados considera as medidas de moderação de tráfego, como lombadas e rotatórias, mais eficientes do que os radares automatizados. Apenas 33% preferem a fiscalização eletrônica, enquanto 17% não têm opinião formada.

O estudo também indica que 80% afirmam reduzir a velocidade quando se deparam com intervenções físicas no trajeto, sendo as lombadas apontadas como o recurso mais eficaz.

O governo, no entanto, reconhece que a decisão deve impactar as receitas geradas pelos radares. Hoje, 35% do valor arrecadado cobre os custos do programa; 24% vai para os cofres da província; e 41% financia ações de segurança viária, incluindo o trabalho dos guardas de travessia escolar e de 18 policiais uniformizados.

A iniciativa levanta uma pergunta: políticas semelhantes funcionariam em grandes centros urbanos como São Paulo, sem elevar o risco de acidentes?

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Tags

intervenções físicas lombadas moderação de tráfego políticas públicas radares eletrônicos Segurança Viária

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