TRAGÉDIA NA ÁFRICA
14 garimpeiros morrem em mina ilegal na África do Sul; outros seguem presos
Garimpeiros clandestinos podem estar presos no subsolo em região rica em platina


Pelo menos 14 garimpeiros clandestinos morreram e oito ficaram gravemente feridos após um desabamento de rochas em uma mina ilegal em Nkaneng, próximo a Rustenburg, na África do Sul. O tragédia ocorreu em uma área rica em platina a cerca de 160 quilômetros de Joanesburgo, e as autoridades alertam que um número desconhecido de pessoas ainda pode estar preso no subsolo.
A maioria das vítimas era originária do Lesoto, pequeno país vizinho encravado no território sul-africano, segundo informou a porta-voz da polícia, coronel Adele Myburgh.
"Zama zamas" operam sem infraestrutura ou segurança
Conhecidos localmente como "zama zamas", milhares de garimpeiros não registrados atuam em poços desativados em busca de ouro e outros minerais. A atividade atrai imigrantes que fogem da extrema pobreza e do desemprego, mas que acabam expostos a redes do crime organizado, extorsão e violência.
“Não há nenhuma segurança no local onde se trabalha. Foi uma dessas situações em que houve um desabamento. Eles entram em poços abandonados totalmente deteriorados, sem infraestrutura”, explicou Myburgh.
Leia Também:
Entidades denunciam mais de 6 mil "armadilhas mortais"
Após a tragédia, a Federação de Sindicatos da África do Sul fez duras críticas ao governo, acusando o país de permitir que milhar de áreas de mineração abandonadas se transformem em armadilhas mortais e focos de redes criminosas. Estimativas da entidade apontam a existência de cerca de 6.000 minas desativadas e sem proprietário espalhadas pelo país.
A crise da mineração ilegal levou o presidente Cyril Ramaphosa a anunciar o envio do Exército para reforçar as operações policiais de combate à atividade clandestina.







