DISPUTA ACIRRADA
Direita vence eleição na Colômbia em disputa voto a voto
Com 99,93% das urnas apuradas, Abelardo de la Espriella derrota governista Iván Cepeda


A apuração preliminar do segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia indica a vitória do candidato de direita, Abelardo de lá Espriella. Ele superou o governista Iván Cepeda em um pleito historicamente acirrado.
A informação foi confirmada pela Registraduría Nacional à enviada especial da CNN Brasil, Luciana Taddeo. Com 99,93% das urnas processadas, De la Espriella obteve 49,65% dos votos, contra 48,70% de Cepeda — uma diferença de menos de 250 mil votos.
O resultado confirma o favoritismo de De la Espriella, que já havia liderado o primeiro turno e figurava na frente das principais pesquisas de opinião.
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A vitória consolida uma guinada conservadora no país e foi celebrada por lideranças da direita latino-americana e global, como o argentino Javier Milei, o chileno José Kast e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
Oposição promete batalha jurídica
O governista Iván Cepeda declarou que não reconhecerá o resultado preliminar até que seja concluída a verificação final, voto a voto.
A contagem definitiva, supervisionada por juízes e tabeliães, é uma exigência da legislação eleitoral colombiana.
Em tom combativo, a campanha de Cepeda anunciou que vai contestar judicialmente os números de cerca de 33 mil urnas, o que deve arrastar a oficialização do resultado pelos próximos dias.
"O Tigre" assume o poder
Advogado e sem experiência política prévia, Abelardo de la Espriella baseou sua campanha em uma retórica nacionalista e de forte apelo militar.
Autodenominado "o Tigre", o líder do movimento "Defensores da Pátria" costuma fazer continências em seus comícios, embora nunca tenha servido às Forças Armadas.
Admirador confesso do ex-presidente Álvaro Uribe, o presidente eleito conquistou o eleitorado com promessas de tolerância zero contra a criminalidade, que incluem a construção de megaprisões e o fortalecimento do Exército.
Na geopolítica, De la Espriella defende um alinhamento irrestrito e uma relação mais próxima com Washington.


