TRAGÉDIA
Queda de avião militar na Bolívia deixa seis mortos em área de tensão
Aeronave realizava voo de reconhecimento em rodovia bloqueada por protestos


Um grave acidente aéreo na manhã deste domingo, 21, resultou na morte de seis pessoas, incluindo oficiais da Força Aérea Boliviana (FAB).
O avião em que viajavam caiu durante uma missão de patrulhamento e reconhecimento em uma região montanhosa e de difícil acesso no centro do país.
A aeronave, um modelo Cessna, realizava um voo de apoio e ação cívica na rota entre a capital, La Paz, e a cidade de Cochabamba. Segundo o primeiro comunicado emitido pela FAB, o comando de controle perdeu o contacto com o piloto nas primeiras horas do dia.
Equipes de busca e resgate em terra foram imediatamente acionadas e localizaram os destroços do aparelho nas proximidades da área montanhosa denominada Sayari.
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Divergência nos dados
Até o fechamento desta edição, havia um descompasso técnico entre os relatórios das autoridades locais sobre o número oficial de vítimas.
Em nota oficial, a FAB informou que a conclusão sobre os óbitos ainda é preliminar, baseando-se no relato da equipa de resgate que confirmou a inexistência de sobreviventes. O documento militar, contudo, não especificou o número exato de passageiros.
Por outro lado, o coronel da polícia regional, Wilson Flores, foi categórico em conferência de imprensa em Cochabamba, confirmando textualmente que todos os seis ocupantes da aeronave faleceram no impacto. Uma junta investigadora já foi ativada para esclarecer os fatores que provocaram a queda.
Estado de exceção
O patrulhamento aéreo decorria num cenário de extrema tensão social. O avião monitorizava os pontos críticos da estrada que liga La Paz a Cochabamba, que permanece bloqueada por manifestantes.
No sábado, 20, o governo declarou estado de exceção após mais de 50 dias de protestos contínuos e bloqueios de estradas promovidos por sindicatos que exigem a renúncia imediata do presidente Rodrigo Paz.
Embora as barreiras tenham sido levantadas na maior parte do país, os focos de resistência persistem na região central, liderados por plantadores de coca alinhados ao ex-presidente Evo Morales. O Palácio Presidencial acusa a oposição de inflamar os protestos com fins "desestabilizadores".


