GEOPOLÍTICA
Disputa por Estreito de Ormuz opõe Irã e Trump e mantém alerta no petróleo
Teerã e Washington reivindicam domínio da rota marítima após bloqueio que abalou a economia


Um comandante de alto escalão do Irã afirmou nesta quinta-feira, 13, que o Estreito de Ormuz está sob total controle da República Islâmica. O posicionamento rebate diretamente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia reivindicado o domínio americano sobre a crucial rota marítima global na véspera.
"Hoje, o Estreito de Ormuz está sob gestão e controle da República Islâmica, e nosso país segue em seu caminho com total segurança", declarou Hossein Taeb, comandante da força paramilitar Basij, em transmissão exibida pela televisão estatal iraniana.
Donald Trump afirma ter 'muro de aço' na rota do petróleo
A reação de Teerã ocorreu um dia após Trump utilizar suas redes sociais para declarar o domínio americano da via por onde trafega grande parte do petróleo e gás do Oriente Médio.
"Os Estados Unidos têm controle total sobre o Estreito de Ormuz. ACHO QUE VAMOS MANTÊ-LO!", escreveu o presidente americano em sua plataforma, Truth Social. "Nosso bloqueio naval é chamado por todos de 'UM MURO DE AÇO', e não há nada que o Irã possa fazer a respeito", completou.
Na terça-feira, em conversa com jornalistas, o republicano já havia reforçado a narrativa de hegemonia na região: "Temos o controle total do Estreito de Ormuz neste momento. Eles não têm o controle. Nós temos o controle total. É nosso".
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Bloqueio naval e impactos na economia mundial
O cabo de guerra no Estreito de Ormuz é reflexo direto do conflito militar iniciado em 28 de fevereiro, marcado por bombardeios promovidos por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. Como resposta, o Irã impôs um bloqueio de fato à navegação na área.
A paralisia parcial do trânsito marítimo na região abalou a economia global, gerando forte volatilidade e disparada nos preços internacionais do petróleo.














