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CONFLITO GLOBAL

Irã declara "guerra em grande escala" contra EUA e bloqueia canal de petróleo

Bombardeios americanos avançam pelo país e fazem barril disparar no mercado internacional

Redação e AFP
Por Redação e AFP
Integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) em patrulha perto da vila de Biout es Sayed, no sul do Líbano
Integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) em patrulha perto da vila de Biout es Sayed, no sul do Líbano - Foto: ANWAR AMRO

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira, 20, que o país está oficialmente mergulhado em uma "guerra em grande escala" contra os Estados Unidos.

A declaração ocorre após a nona noite consecutiva de intensos bombardeios americanos, que expandiram seus alvos para o centro e o leste do território iraniano.

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O conflito, que já dura semanas, alastrou-se rapidamente pelo Oriente Médio, afetando rotas comerciais decisivas para a economia do planeta.

Inicialmente concentrada na região sul, a ofensiva militar promovida por Washington ultrapassou a marca de 1.000 km da costa do Golfo, atingindo cidades como Tabriz.

Os dois lados trocam acusações graves sobre os impactos civis e militares:

  • Ataques a usinas: Teerã acusa os EUA de bombardear áreas povoadas e a região de Bushehr, onde fica a única usina nuclear operacional do país, além do complexo em construção em Darkhovin;
  • Aviso de Washington: o presidente americano prometeu retaliação multiplicada por cada soldado morto no conflito;
  • Balanço de baixas: cerca de 17 militares americanos morreram desde fevereiro, enquanto o Irã contabiliza mais de 50 mortos e 500 feridos.

Um protocolo prévio de paz firmado em junho ruiu totalmente após o reinício dos confrontos diretos pelo controle marítimo da região.

Em resposta às ações americanas, o Irã decretou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de um quinto de todo o comércio mundial de combustíveis.

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Ataques poderosos do Teerã como retaliação

Além disso, Teerã realizou novos ataques retaliatórios contra bases e territórios do Kuwait e do Bahrein, aliados estratégicos de Washington.

A interrupção do tráfego marítimo e os ataques a navios comerciais no Golfo já provocaram reflexos imediatos no mercado financeiro:

  • Preço em disparada: o barril do petróleo tipo Brent registrou forte alta, cotado na casa dos 88 dólares;
  • Cerco marítimo: a agência de segurança marítima (UKMTO) confirmou ataques a embarcações perto dos Emirados Árabes e de Omã;
  • Ação internacional: o governo dos Estados Unidos cobrou da comunidade internacional a formação de uma força-tarefa para proteger o transporte marítimo na área.

Apesar da escalada militar e das ameaças nas fronteiras, canais diplomáticos tentam evitar um colapso ainda maior nas negociações.

O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, confirmou conversas indiretas com os americanos por meio de mediadores no Paquistão, Catar e Omã.

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