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GEOPOLÍTICA

Rebeldes huthis anunciam bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita

Ameaça à rota do maior exportador de petróleo do mundo acende alerta nos mercados globais

Redação e AFP
Por Redação e AFP
Combatentes que apoiam o governo iemenita reconhecido internacionalmente na costa do Mar Vermelho, em Khokha
Combatentes que apoiam o governo iemenita reconhecido internacionalmente na costa do Mar Vermelho, em Khokha - Foto: KHALED ZIAD/AFP

Os rebeldes huthis do Iêmen anunciaram, nesta segunda-feira, 20, um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita. A medida ocorre em meio à escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, colocando em risco o comércio no Oriente Médio.

O grupo rebelde, que conta com o apoio direto de Teerã, justificou a ação sob o princípio de retaliação.

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A ameaça coloca sob forte pressão a capacidade de navegação do maior exportador de petróleo bruto do mundo, tanto no Mar Vermelho quanto na passagem pelo Estreito de Ormuz.

O porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, confirmou o decreto com "efeito imediato", embora não tenha detalhado os métodos operacionais da ação.

O anúncio é desdobramento direto das trocas de tiros registradas na última semana, interrompendo anos de trégua relativa:

  • Cessar-fogo abalado: as hostilidades colocam em risco o acordo negociado em 2022;
  • Disputa pelo espaço aéreo: o estopim recente envolveu a interceptação de aeronaves iranianas enviadas a Saná, desafiando a hegemonia saudita;
  • Princípio 'olho por olho': os rebeldes prometem impedir a movimentação comercial e petrolífera do reino.

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Caso o bloqueio seja implementado de forma efetiva, o impacto na economia global e no preço dos combustíveis pode ser imediato.

A interrupção do acesso da Arábia Saudita aos seus portos no Mar Vermelho estrangula uma das artérias vitais para o escoamento de petróleo.

A situação se agrava com a retomada do conflito entre Washington e Teerã, que já vinha limitando a segurança de navios petroleiros na rota estratégica do Estreito de Ormuz.

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  • Combatentes que apoiam o governo iemenita reconhecido internacionalmente — sediado em Áden — reúnem-se durante uma vigília na costa do Mar Vermelho, em Khokha (província de Hodeidah, no oeste do Iêmen), em 20 de julho de 2026, exigindo a retomada das hostilidades contra o grupo Houthi, que atualmente controla a capital, Sanaa.
  • Combatentes que apoiam o governo iemenita reconhecido internacionalmente — sediado em Áden — reúnem-se durante uma vigília na costa do Mar Vermelho, em Khokha (província de Hodeidah, no oeste do Iêmen), em 20 de julho de 2026, exigindo a retomada das hostilidades contra o grupo Houthi, que atualmente controla a capital, Sanaa.
  • Uma "technical" (caminhonete equipada com uma torre de tiro na caçamba) aparece na imagem enquanto combatentes que apoiam o governo iemenita — sediado em Áden e reconhecido internacionalmente — reúnem-se durante uma vigília na costa do Mar Vermelho, em Khokha (província de Hodeidah, no oeste do Iêmen), em 20 de julho de 2026, exigindo a retomada das hostilidades contra o grupo Houthi, que atualmente controla a capital, Sanaa.
  • Apoiadores iemenitas armados do movimento Houthi, apoiado pelo Irã, exibem suas armas durante um protesto em Sanaa, em 17 de julho de 2026, contra o que o grupo descreve como restrições impostas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita às áreas do Iêmen controladas pelos Houthis. Em 16 de julho, os Houthis do Iêmen alertaram que atacariam instalações petrolíferas e outras infraestruturas da Arábia Saudita caso o conflito entre os dois lados se intensificasse — um aviso feito dias após o aeroporto de Sanaa, capital controlada pelos rebeldes, ter sido atingido.
  • Apoiadores iemenitas do movimento Houthi, apoiado pelo Irã, seguram retratos do líder Houthi Abdul-Malik al-Houthi durante um protesto contra o que o grupo descreve como restrições impostas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita a áreas do Iêmen controladas pelos Houthis, em Sanaa, em 17 de julho de 2026. Os Houthis do Iêmen alertaram, em 16 de julho, que atacarão instalações petrolíferas e outras infraestruturas da Arábia Saudita caso o conflito entre os dois lados se intensifique, dias após o aeroporto de Sanaa — capital controlada pelos rebeldes — ter sido atingido.
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