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EM GENEBRA

Entre o diálogo e a guerra: Irã e EUA iniciam 3ª rodada de negociações

Sob mediação de Omã, delegações tentam evitar novo confronto militar

AFP e Redação
Por AFP e Redação
Manifestantes em frente aos escritórios das Nações Unidas
Manifestantes em frente aos escritórios das Nações Unidas - Foto: FABRICE COFFRINI/AFP

As delegações do Irã e dos Estados Unidos iniciaram, nesta quinta-feira, 26, uma terceira e crítica rodada de negociações em Genebra, na Suíça. Sob a mediação estratégica de Omã, o encontro tenta romper o estado de "nem guerra, nem paz" que domina o Oriente Médio desde o início de 2026.

A reunião ocorre em uma residência diplomática protegida, sob a sombra de ameaças militares diretas de Washington.

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Impasse nuclear e a doutrina iraniana

O principal objetivo dos Estados Unidos é garantir que o Irã abandone permanentemente o desenvolvimento de armas atômicas. O presidente Donald Trump recentemente acusou Teerã de manter "ambições nucleares" ocultas.

Em contrapartida, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian rebateu as acusações, citando uma proibição doutrinária do Líder Supremo Ali Khamenei. “Não teremos armas nucleares de forma alguma. Mesmo que eu quisesse, não me seria permitido”, afirmou Pezeshkian, reiterando o direito do país ao uso pacífico da energia nuclear.

Mísseis balísticos: o novo ponto cego

Para o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o problema vai além das centrífugas nucleares. Washington quer incluir no acordo o fim do apoio iraniano a grupos hostis a Israel e, principalmente, o controle do programa de mísseis balísticos.

  • Shahab-3: Míssil capaz de atingir Israel e partes da Europa.
  • Ameaça Transatlântica: Trump afirmou no discurso sobre o Estado da União que o Irã busca mísseis capazes de alcançar os Estados Unidos em breve.

Histórico de confrontos e medo regional

A desconfiança é alimentada por eventos recentes. Em junho passado, ataques israelenses e bombardeios americanos a instalações nucleares iranianas interromperam o diálogo anterior.

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Agora, com a repressão aos protestos internos no Irã e as ameaças de intervenção de Trump para "ajudar o povo", analistas de segurança como Emile Hokayem alertam que a região espera uma guerra maior do que a de 2025.

Apesar do pessimismo de analistas, o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, classificou o momento como uma "oportunidade histórica". O sucesso da reunião, segundo ele, depende da capacidade de Washington evitar "posições contraditórias" entre a diplomacia e a pressão militar.

Qual o objetivo principal das negociações entre Irã e Estados Unidos?

O principal objetivo é garantir que o Irã abandone permanentemente o desenvolvimento de armas nucleares, uma demanda reiterada pelos Estados Unidos.

O que o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou sobre armas nucleares?

Pezeshkian afirmou que o Irã não possui a intenção de desenvolver armas nucleares, citando uma proibição doutrinária do Líder Supremo Ali Khamenei.

Quais são as novas preocupações dos Estados Unidos nas negociações?

Washington busca incluir o controle do programa de mísseis balísticos iranianos e o fim do apoio a grupos hostis a Israel como parte do acordo.

Como os recentes conflitos impactaram as negociações?

Os ataques a instalações nucleares iranianas aumentaram a desconfiança, criando um clima tenso que dificulta o diálogo entre as partes.

Qual é a expectativa do chefe da diplomacia iraniana em relação a este encontro?

Abbas Araghchi considera que esta reunião representa uma "oportunidade histórica" e que o sucesso depende da consistência entre a diplomacia e a pressão militar dos EUA.
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Tags

EUA Geopolítica Irã negociações nuclear

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