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EUA assumem controle do petróleo da Venezuela e iniciam venda global

Governo Trump confirma refino de 50 milhões de barris

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

07/01/2026 - 19:46 h
O presidente Donald Trump
O presidente Donald Trump -

Os Estados Unidos iniciaram, nesta quarta-feira, 7, a comercialização oficial de petróleo bruto e derivados provenientes da Venezuela. A medida ocorre em um cenário de transição drástica após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Segundo o Departamento de Energia americano, toda a receita gerada pelas vendas será depositada em contas sob controle direto de Washington em bancos globais.

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O plano, detalhado pelo presidente Donald Trump, prevê o refino e a venda de até 50 milhões de barris que estavam retidos devido ao bloqueio econômico. O volume equivale a aproximadamente dois meses de toda a produção atual do país sul-americano.

Gestão dos recursos e operação logística

A Casa Branca afirma que a retenção dos valores em contas controladas visa "garantir a integridade da distribuição dos recursos". Trump declarou que o dinheiro será utilizado em benefício dos povos americano e venezuelano, sob critério exclusivo de seu governo.

O petróleo será levado por navios de armazenamento diretamente para terminais de descarga nos EUA. Assim, as vendas ocorrerão conforme os valores praticados pelo mercado internacional.

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Reforçando o controle das rotas, os EUA apreenderam, nesta quarta, um petroleiro de bandeira russa no Atlântico que possuía ligações com o antigo regime venezuelano.

O retorno das gigantes petrolíferas

Um dos pontos centrais da nova estratégia de Trump é a abertura total do setor petrolífero venezuelano, dono das maiores reservas do planeta, para companhias americanas. O objetivo é que gigantes do setor invistam bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura local, que hoje opera de forma precária, produzindo apenas 1 milhão de barris por dia.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que uma reunião entre o governo e executivos de petrolíferas americanas deve ocorrer ainda nesta semana para traçar o plano de ocupação e exploração das refinarias e campos de extração.

Impacto nas refinarias da Costa do Golfo

A retomada do fluxo é estratégica para as refinarias dos EUA na Costa do Golfo, que são tecnicamente projetadas para processar o petróleo pesado típico da Venezuela. Antes das sanções, a importação chegava a 500 mil barris diários, volume que Washington espera retomar e superar com a nova gestão do setor.

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