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'BRINCADEIRA'

Homem confessa ter adulterado refrigerantes com a própria urina

Defesa do acusado atribuiu ações a problemas psicológicos

Gustavo Nascimento
Por
Garrafas de refrigerante da marca Coca-Cola
Garrafas de refrigerante da marca Coca-Cola - Foto: Divulgação | Coca-Cola

Um ex-corretor de imóveis chinês de 63 anos, identificado como Franklin Lo Kim-ngai, confessou à Justiça ter adulterado refrigerantes vendidos em supermercados ao longo de mais de um ano em Hong Kong. O caso foi analisado pelo Tribunal de Kowloon City.

De acordo com o depoimento do homem, no período entre 21 de julho de 2024 e 6 de agosto do ano passado, ele misturou urina a garrafas de Coca-Cola Plus e 7-Up, recolocando os produtos nas prateleiras de unidades das redes Wellcome e ParknShop em diferentes pontos da cidade.

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Pela legislação local, a infração pode resultar em pena de até três anos de prisão, conforme a Ordenança de Crimes Contra a Pessoa.

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Problemas psicológicos

Conforme dito por Franklin Lo Kim-ngai, o comportamento criminoso começou após ele desenvolver depressão em meio ao divórcio e à aposentadoria. Além disso, ele teria perdido o apoio familiar após a morte dos pais e o afastamento da ex-esposa e do filho, que se mudaram para o exterior e interromperam contato.

De acordo com seu relato, a intenção inicial seria fazer uma “brincadeira” e prejudicar funcionários de uma das redes de supermercados após um desentendimento ocorrido em uma loja. O advogado do acusado disse que o cliente agiu movido por frustração e solidão

A defesa ainda argumentou que o réu não possuía antecedentes criminais. O processo segue em tramitação, e a Justiça deve definir a sentença nas próximas etapas.

Consequências das ações

Antes da prisão, a fabricante Swire Coca-Cola já havia recebido diversas reclamações relacionadas à presença de bebidas contaminadas em ao menos cinco filiais das duas redes varejistas.

Um dos casos envolveu um menino de nove anos, que passou mal depois de ingerir uma garrafa de Coca-Cola Plus comprada em uma unidade da Wellcome no centro comercial Union Park, em Mong Kok, em julho de 2025. A criança foi levada ao hospital, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia, sem apresentar sintomas duradouros.

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Tags

criminalidade Hong Kong saúde pública Segurança Alimentar

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