'FILME DE TERROR'
Homem é preso com mais de 100 crânios após violar cemitério histórico
Suspeito mantinha uma coleção de restos mortais na residência em que morava

Por Gustavo Nascimento
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Um homem identificado como Jonathan Christ Gerlach, de 34 anos, foi preso nos Estados Unidos, na última terça-feira, 6, acusado de profanar um cemitério histórico e guardar mais de 100 crânios humanos, além de outros restos mortais. O suspeito mantinha uma coleção na residência em que morava, na Filadélfia, no estado da Pensilvânia.
A investigação aponta que ele violou mais de 25 mausoléus e túmulos do Cemitério Mount Moriah, de 1855, considerado o maior do país em estado de abandono. Ao todo, o local abriga cerca de 150 mil sepulturas.
A polícia, que definiu o caso como "um filme de terror que ganhou vida", afirmou que os alvos de Gerlach eram mausoléus e jazigos subterrâneos.
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Ainda segundo a investigação, que durou cerca de um mês, os casos vinham acontecendo desde o início de novembro. Na casa do homem e no depósito também foram encontradas joias, que a polícia investiga se estão ligadas às sepulturas violadas, segundo informações do New York Post.
Tanner Rouse, promotor do condado de Delaware e porta-voz do caso, detalhou como foram encontrados os restos mortais: “Eles estavam em vários estados de conservação. Alguns estavam pendurados, por assim dizer. Alguns estavam remontados, outros eram apenas crânios em uma prateleira”.
“Dada a enormidade do que estamos vendo e a completa falta de uma explicação razoável, é difícil dizer neste momento, exatamente o que aconteceu. Estamos tentando descobrir” acrescentou Rouse.
Como a polícia encontrou o suspeito?
A polícia chegou até Jonathan Gerlach após a análise de imagens de câmeras de segurança da região.
Na terça-feira, o carro dele foi avistado nas proximidades do cemitério, quando ele foi visto saindo do local com um saco de estopa e um pé de cabra. Ele foi preso quando voltava para o carro.
Segundo as autoridades, foram encontrados ossos no banco traseiro do veículo. Já detido, ele confessou que havia levado cerca de 30 conjuntos de restos mortais humanos e indicou quais túmulos violou para ter acesso aos cadáveres.
No momento, ele está preso sob fiança de US$ 1 milhão e enfrenta um total de 496 acusações. Dessas, 100 dizem respeito ao abuso de cadáver, outras 100 de furto, 100 de receptação de bens roubados e as demais por invasão de propriedade e de profanação intencional de um monumento.
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