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QUEDA TOTAL

Irã fica sem internet durante protestos que já somam 36 mortos

País vive maior onde de manifestações desde 2022

Gustavo Nascimento
Por
Protestos no Irã já duram 12 dias
Protestos no Irã já duram 12 dias - Foto: Mandel Ngan | AFP

A internet no Irã sofreu uma interrupção total na tarde desta quinta-feira, 8, após apagões serem registrados em diversas partes do país, de modo que até sites governamentais e de agências estatais estão fora do ar. O problema acontece em meio ao 12º dia de protestos contra o atual governo, a maior onda de manifestações desde 2022.

A informação foi confirmada pela plataforma NetBlocks, especializada no monitoramento global do ciberespaço, e por organizações iranianas de direitos humanos.

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As informações sobre a causa da queda da internet ainda são conflitantes, de modo que não se sabe se a internet foi cortada por ordem do governo do aiatolá Ali Khamenei. Contudo, páginas no Telegram afirmam que o desligamento foi uma decisão do Comando Cibernético da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC-CEC), instituição ligada ao regime.

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Onda de protestos

Desde dezembro de 2025, os iranianos têm ido às ruas diariamente para protestar contra a situação econômica do país, que elevou o custo de vida dos cidadãos comuns

O presidente do país, Masoud Pezeshkian, chegou a ordenar que ministros escutassem as “reivindicações legítimas” das ruas, o que não aconteceu. Segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), a principal organização ligada aos direitos humanos iranianos, 34 manifestantes e dois agentes de segurança do Irã já morreram nos últimos dias.

O governo, por sua vez, classifica os protestos como uma tentativa de desestabilizar o país, acusando agentes internacionais, como os Estados Unidos, de financiarem as agitações no Irã.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que estuda a possibilidade de intervir no país para “proteger iranianos”. Nesta quinta, o norte-americano voltou a dizer que o Irã pode ser atingido “muito duramente”, caso comece a matar manifestantes.

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Tags

ciberespaço direitos humanos governo internet Irã protestos

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