MUNDO
Irã poderá voltar a vender petróleo após acordo com os EUA; entenda
Memorando prevê redução de urânio e negociação de acordo definitivo


O governo dos Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira, 17, os detalhes de um acordo provisório firmado com o Irã para reduzir as tensões em torno do programa nuclear do país.
O memorando prevê, entre outros pontos, a redução do estoque de urânio enriquecido iraniano e o início de negociações para um acordo definitivo nos próximos 60 dias.
As informações foram apresentadas por autoridades americanas durante uma teleconferência com jornalistas, dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a existência do entendimento entre os dois países.
Pelo texto divulgado, o Irã concordou em discutir um mecanismo para reduzir seu estoque de urânio enriquecido. O material, em níveis elevados de enriquecimento, pode ser utilizado na fabricação de armas nucleares.
Como será feita a redução do urânio enriquecido
Uma das alternativas previstas no documento é a chamada "diluição no local", processo que seria acompanhado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
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A medida consiste em misturar o urânio enriquecido com urânio empobrecido, diminuindo seu grau de enriquecimento e reduzindo o potencial de uso militar do material.
Petróleo, Estreito de Ormuz e próximas negociações
Além das questões nucleares, o memorando também prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo, e autoriza o Irã a voltar a vender petróleo no mercado internacional.

Em contrapartida, os Estados Unidos e seus aliados ofereceriam ao país um fundo de proteção estimado em US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão).
O entendimento anunciado, no entanto, ainda é considerado preliminar. As partes terão um prazo de 60 dias para negociar um acordo definitivo. Caso as negociações fracassem, Donald Trump afirmou que Washington poderá voltar a realizar ataques contra instalações iranianas.
O programa nuclear do Irã continua sendo o principal ponto das negociações. Segundo autoridades americanas, o memorando inclui cláusulas adicionais em relação às versões preliminares do documento que haviam sido divulgadas anteriormente pela imprensa internacional.


