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DIPLOMACIA

Lula estuda enviar ajuda humanitária a Cuba após pressão dos EUA

País caribenho vive crise energética motivada por sanções e ameaças do Governo Trump

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

12/02/2026 - 18:13 h

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Lula aparece ao lado do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel
Lula aparece ao lado do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel -

O Governo Federal avalia enviar ajuda humanitária a Cuba, que vive uma crescente crise energética e econômica, agravadas por sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos, que ameaçou aplicar tarifas contra qualquer país que fornecer petróleo à nação caribenha.

Segundo assessores do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) analisa adotar medidas semelhantes às tomadas pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, que enviou dois navios com cerca de 800 toneladas de ajuda humanitária ao porto de Havana, capital cubana. A ajuda seria enviada, sobretudo, na forma de medicamentos e alimentos.

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Durante a cerimônia de comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) em Salvador, no último sábado, 7, Lula declarou que o Brasil é “solidário ao povo cubano” e que o partido precisa encontrar “um jeito de ajudar” o país caribenho. Os ministérios do Desenvolvimento Social e da Saúde estão entre as áreas envolvidas na possível iniciativa brasileira.

O governo brasileiro ainda entende que uma ação militar norte-americana no país caribenho, semelhante à que aconteceu na Venezuela, não deve acontecer por agora, já que a estratégia dos EUA em Cuba consiste em asfixiar o governo economicamente.

Entenda a situação em Cuba

Cuba é alvo de embargos e sanções econômicas dos Estados Unidos desde 1958, no contexto da Guerra Fria, quando era aliada da extinta União Soviética no bloco socialista.

Após anos de uma relação distante e conturbada entre os dois países, a crise humanitária em Cuba se agravou no início deste ano, quando os EUA anunciaram a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que trouxe dois impactos diretos para o governo cubano.

O primeiro foi a mudança de foco da Casa Branca, que deixou de ser a Venezuela e voltou a ser a situação no país caribenho. O próprio Donald Trump ameaçou o governo cubano, afirmando que a administração de Cuba poderia cair “muito em breve”.

O segundo grande impacto foi o fato de os Estados Unidos terem assumido o controle das reservas de petróleo venezuelanas, que são as maiores do mundo. A partir daí, a Venezuela - que era uma aliada histórica de Cuba - passou a atender aos interesses norte-americanos.

Dessa forma, Trump anunciou que a nova administração venezuelana concordou em interromper o envio de petróleo e dinheiro para Cuba para pressionar por negociações. No fim de janeiro, o líder norte-americano aumentou as investidas e autorizou sanções dos EUA contra países que fornecerem petróleo para Cuba.

Essas ações têm estrangulado o abastecimento energético em território cubano, que tem cada vez menos acesso aos combustíveis derivados do petróleo. Nesta semana, o governo cubano anunciou que o combustível para aviação no país acabou, comprometendo diretamente a já defasada malha aérea do país.

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ajuda humanitária Crise Econômica cuba Lula sanções

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