TRAGÉDIA
Mulher de 22 anos morre após ficar presa em máquina de lavanderia
Bombeiros tiveram dificuldades para retirar o corpo da jovem da máquina


Uma mulher de 22 anos morreu na manhã de sábado, 1º, após ficar presa em uma máquina de uma lavanderia industrial em Yeles, município da província de Toledo, na Espanha. Ela trabalhava no local.
Segundo o serviço de emergências de Castela-La Mancha, o acidente ocorreu por volta das 7h25 (2h25 em Brasília).
A vítima ficou presa em um equipamento da unidade industrial, localizada na região de Camino Canteras. Os bombeiros da cidade de Illescas foram mobilizados para o resgate, mas encontraram dificuldades para retirar o corpo devido ao ponto em que a funcionária ficou presa na máquina.
Ao concluírem a operação, a equipe médica constatou a morte. Agentes da Guarda Civil também atenderam à ocorrência e deram início aos procedimentos de investigação.
As autoridades ainda não divulgaram como ocorreu o acidente nem informaram se houve falha operacional, problema no equipamento ou descumprimento de normas de segurança. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da morte e apontar eventuais responsabilidades.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) de Castela-La Mancha lamentou a morte da jovem e afirmou que o caso reforça a preocupação com o aumento dos acidentes de trabalho na região. Em nota, o sindicato pediu uma investigação rigorosa e defendeu que sejam adotadas medidas para evitar novas tragédias.
Leia Também:
Acidentes de trabalho
Entre janeiro e maio deste ano foram registrados 10.613 acidentes de trabalho em Castela-La Mancha, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho da Espanha e citados pela UGT.
Embora o número total de ocorrências tenha caído 2,8% em relação ao mesmo período de 2025, os casos mais graves aumentaram: os acidentes graves passaram de 75 para 89, enquanto as mortes subiram de 14 para 20. Para o sindicato, os números indicam que 2026 pode se tornar um dos anos mais letais para trabalhadores da comunidade autônoma.
Além disso, a entidade tem defendido o reforço das inspeções trabalhistas, maior investimento em prevenção de riscos e o cumprimento rigoroso das normas de segurança nas empresas.
Em junho, durante um encontro voltado ao setor de limpeza e serviços, a UGT alertou que a sobrecarga de trabalho e falhas na prevenção continuam entre os principais fatores de risco para os trabalhadores da região.


