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Nova regra dos EUA exige caução de até R$ 111 mil para liberar vistos

Valores poderão ser de US$ 10 mil, US$ 15 mil ou US$ 20 mil, conforme avaliação individual

Isabela Cardoso
Por
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Jim Watson/AFP

O governo dos Estados Unidos oficializou uma nova política para vistos de turismo e negócios que permite exigir cauções de até US$ 20 mil (cerca de R$ 111 mil) de parte dos solicitantes. A medida entra em vigor neste domingo, 3.

A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e publicada no Registro Federal na sexta-feira, 31. Autoridades consulares poderão exigir o pagamento de uma caução de estrangeiros que solicitarem vistos das categorias B-1, para negócios, e B-2, para turismo.

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Os valores poderão ser de US$ 10 mil, US$ 15 mil ou US$ 20 mil, conforme avaliação individual de cada caso. Segundo o governo americano, o depósito funciona como uma garantia de que o visitante deixará o país dentro do período autorizado pelo visto.

O Brasil não faz parte da lista de países atingidos pela medida.

Programa deixa de ser temporário

A política amplia um programa piloto criado em 2025. Na fase de testes, as cauções variavam entre US$ 5 mil e US$ 15 mil. Com a nova regulamentação, o valor mínimo de US$ 5 mil foi eliminado e o teto passou para US$ 20 mil.

Em documento oficial, o Departamento de Estado afirma que o programa piloto apresentou resultados positivos.

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"O projeto-piloto de fiança para vistos de 2025 forneceu dados suficientes para sugerir que um programa de fiança é uma ferramenta eficaz para garantir o cumprimento das exigências por parte dos portadores de visto sujeitos à caução", informou o órgão.

Quem poderá pagar a caução

A exigência será direcionada a cidadãos de aproximadamente 50 países, a maioria localizada no continente africano.

Segundo o governo americano, a seleção leva em consideração critérios como:

  • altas taxas de permanência irregular após o vencimento do visto;
  • dificuldades de compartilhamento de informações com os Estados Unidos;
  • falhas na verificação de identidade;
  • antecedentes criminais ou documentos civis considerados inseguros.

A lista oficial será publicada pelo Departamento de Estado com pelo menos 15 dias de antecedência e poderá sofrer alterações ao longo do tempo.

Como funcionará o pagamento

O processo para solicitar o visto continua igual até a entrevista consular. Caso o solicitante seja enquadrado no programa, o oficial informará que será necessário realizar o depósito da caução. Somente após o pagamento o visto poderá ser emitido.

Se o viajante cumprir todas as regras, deixar os Estados Unidos dentro do prazo autorizado e sair do país por um aeroporto comercial credenciado, receberá o valor integral de volta. O reembolso, porém, será feito sem correção monetária.

Quando o dinheiro pode ser perdido

O depósito poderá ser confiscado caso o visitante:

  • permaneça nos Estados Unidos além do prazo permitido;
  • descumpra as condições do visto;
  • apresente pedidos de mudança de status ou prorrogação fora do prazo;
  • solicite asilo político durante a permanência no país, situação considerada incompatível com as condições da caução.

Governo diz que medida reduziu permanência irregular

Segundo o Departamento de Estado, os cerca de 50 países incluídos no programa registraram 45.488 casos de permanência irregular em 2024.

Nos dez primeiros meses do projeto piloto, o número de viajantes sujeitos à caução que permaneceram ilegalmente no país caiu para menos de 50 casos, resultado apontado pelo governo como um dos motivos para tornar a política permanente.

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estados unidos Turismo vistos

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