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País proibirá redes sociais para adolescentes: “Passo importante”

Expectativa é que a aprovação aconteça antes do Natal

Edvaldo Sales
Por
Expectativa é que a aprovação aconteça antes do Natal
Expectativa é que a aprovação aconteça antes do Natal - Foto: Freepik

Menores de 16 anos serão proibidos de acessar as redes sociais no Reino Unido. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 15, pelo primeiro-ministro Keir Starmer.

O chefe do governo trabalhista afirmou que as plataformas digitais têm contribuído para o aumento de episódios de bullying e abusos envolvendo crianças e adolescentes.

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“As redes sociais tornam as crianças infelizes. Facilitam o bullying e os abusos”, disse Starmer em entrevista coletiva.

A proposta será encaminhada ao Parlamento com a expectativa de aprovação antes do Natal.

A previsão é que a proibição entre em vigor no início do próximo ano, provavelmente na primavera de 2027 (outono no Brasil).

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Para Starmer, a iniciativa é “um passo importante” para reforçar a proteção de menores no ambiente digital.

Segundo a secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, a proibição não é uma “solução milagrosa”, mas terá “um papel significativo” na proteção das crianças. A declaração foi dada à Sky News.

O primeiro-ministro Keir Starmer apresentou as restrições após uma consulta pública do governo que, segundo Nandy, mostrou que a “grande maioria” da população deseja a implementação da medida, incluindo “muitos jovens”.

Quando a consulta foi lançada, a questão era “como proteger melhor os jovens, e não se isso deveria ser feito”, disse ela.

YouTube não concorda com a proposta

Após o anúncio o YouTube alertou para possíveis efeitos indesejados da restrição.

A plataforma afirmou, em comunicado enviado à AFP, que impedir o acesso de adolescentes às redes sociais pode acabar “empurrando as crianças para serviços anônimos e menos seguros”.

“Há mais de dez anos investimos em experiências adequadas para cada faixa etária, supervisionadas por especialistas, além de proteções padrão para adolescentes, e continuaremos fazendo isso”, disse um porta-voz do serviço pertencente ao Google.

Além disso, a empresa destacou que se considera “um recurso essencial para jovens, professores e pais”.

Outros países avançam no debate

A iniciativa britânica acompanha uma tendência observada em diferentes partes do mundo.

A Austrália, que é considerada pioneira na adoção desse tipo de política, e a Indonésia já implementaram restrições semelhantes.

Na América do Norte, o Canadá anunciou na última quinta-feira a intenção de seguir pelo mesmo caminho.

Na Europa, a França também discute mudanças na legislação. Um projeto de lei que prevê restrições ao acesso de menores de 15 anos às redes sociais está atualmente em análise pelo Parlamento francês.

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redes sociais Reino Unido

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