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STF retoma julgamento sobre regulação de redes sociais nesta quarta

Julgamento foi pautado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin

Yuri Abreu
Por
STF retoma julgamento sobre as big techs nesta quarta-feira, 10
STF retoma julgamento sobre as big techs nesta quarta-feira, 10 - Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar, na próxima quarta-feira, 10, a regulação das redes sociais no país. O julgamento foi pautado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Na oportunidade, os magistrados vão analisar recursos apresentados por empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil contra a decisão de 2025 que ampliou a responsabilização das redes sociais e demais provedores por conteúdos publicados por usuários.

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Até então, a regra estabelecia que plataformas só poderiam ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros caso descumprissem uma ordem judicial específica para remoção da publicação.

Contudo, ao concluir o julgamento, o STF entendeu que esse modelo não oferece proteção suficiente a direitos fundamentais e passou a admitir hipóteses de responsabilização mesmo sem decisão prévia da Justiça.

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ALERTA

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O que o STF determinou?

  • As redes sociais podem ser responsabilizadas por danos gerados por conteúdos publicados por terceiros, que envolvam crimes ou atos ilícitos, caso sejam notificadas e não removam a postagem;
  • Plataformas precisam impedir publicação de conteúdos com condutas e atos antidemocráticos; terrorismo; instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação; incitação à discriminação em razão de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexualidade ou identidade de gênero; crimes praticados contra a mulher em razão da condição do sexo feminino; crimes sexuais contra pessoas vulneráveis, pornografia infantil e crimes graves contra crianças e adolescentes;
  • Para crimes como calúnia, difamação e injúria, continuam valendo as regras atuais, de que é necessária uma ordem judicial para a remoção;
  • Também há a necessidade de ordem judicial para remoção de conteúdos em serviços de mensagens, como WhatsApp e Telegram, para e-mail e para aplicativos de reuniões fechadas, como o Zoom.
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Cresce pressão por regras mais rígidas nas redes sociais após avanço do uso infantil - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Esclarecimentos

Esta será a primeira oportunidade para que o tribunal esclareça pontos da tese aprovada no ano passado, quando os ministros declararam parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Empresas como Google e Meta, além de associações do setor, apresentaram recursos em que pedem esclarecimentos sobre os critérios para remoção de conteúdo, a definição dos deveres de monitoramento das plataformas, os efeitos da decisão para casos já em andamento e a fixação de um prazo para adaptação às novas exigências.

As empresas também alegam risco de insegurança jurídica e de remoções excessivas de conteúdo diante das novas obrigações impostas pelo Supremo.

A análise ocorre em um momento em que o debate sobre a regulação das redes sociais voltou ao centro das discussões entre Judiciário, Congresso e Executivo.

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