MUNDO
Terremotos na Venezuela deixam quase 3 mil mortos e mais de 16 mil feridos
Cerca de 16 mil pessoas perderam suas casas e vivem em abrigos improvisados


O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela há dez dias subiu para 2.954, segundo balanço divulgado neste sábado, 3, pelo governo do país. Além das vítimas fatais, 16.592 pessoas ficaram feridas, enquanto equipes internacionais começam a encerrar as operações de busca por sobreviventes.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em 24 de junho e devastaram principalmente o estado de La Guaira, vizinho a Caracas. Máquinas seguem removendo escombros de prédios destruídos na tentativa de localizar vítimas.
"Seguimos trabalhando, encontrando corpos, seguimos. Não tem sido fácil", afirmou à AFP o socorrista voluntário Francisco Sasquia.
Embora a chance de encontrar sobreviventes diminua significativamente após 72 horas, uma vítima foi resgatada com vida na quinta-feira, 3, oito dias após ficar soterrada.
Brigadas de resgate dos Estados Unidos, Chile e outros países iniciaram a retirada da Venezuela neste sábado, após dias de atuação nas áreas mais atingidas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, homenageou socorristas de países como Brasil, Argentina, Reino Unido, França, Índia e Catar, além de cães farejadores que participaram das buscas.
"Esta é a solidariedade que deve inspirar os povos do mundo", declarou Rodríguez.
Milhares seguem desabrigados
Segundo o governo venezuelano, mais de 16 mil pessoas perderam suas casas. Em La Guaira, moradores continuam vivendo em abrigos improvisados, enquanto voluntários seguem retirando corpos dos escombros.
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"É um filme de terror, nos salvamos da guerra, mas não da natureza", disse a voluntária Celida Sequera, que acompanha um amigo que perdeu a esposa e os três filhos durante o desabamento de um prédio.
O governo não informou o número oficial de desaparecidos, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que até 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas.


