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BANDA

Banda baiana celebra 20 anos de disco com reencontro em Salvador

Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta celebram 20 anos do disco de estreia em reencontro especial no Rio Vermelho

João Paulo Barreto  | Especial para A TARDE

Por João Paulo Barreto | Especial para A TARDE

09/01/2026 - 11:44 h
Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta celebra 20 anos do primeiro disco
Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta celebra 20 anos do primeiro disco -

Uma das bandas mais importantes do cenário musical baiano e brasileiro na primeira década do século XXI, Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta, mesmo quinze anos após anunciar seu término, ainda demonstra sua relevância histórica.

Em encontros anuais, com shows realizados dentro das possibilidades de agenda dos ex-integrantes (só dois ainda moram aqui em Salvador), os músicos marcaram para o dia 11, próximo domingo, essa nova reunião.

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E, dessa vez, esse reencontro é ainda mais especial. Mantendo ainda a mesma energia de palco, o grupo comemora neste janeiro de 2026 o aniversário de exatos vinte anos desde o show de lançamento do seu primeiro e homônimo disco, no extinto Teatro ACBEU, no comecinho de 2006.

Agora, mais de duas décadas depois de outro evento marcante na história da banda, o quarteto continua a evidenciar o mesmo impacto de seu sucesso junto ao público quando, em abril de 2005, venceu o concurso Claro Q É Rock em uma noite histórica e inesquecível na Concha Acústica, quando abriram, junto com outras bandas locais, o show do conjunto britânico Placebo.

Fazendo um trocadilho com a letra da paulada Sete Sete, naquele momento de catarse e reconhecimento, o público que lotou a Concha notou que Ronei Jorge (guitarra e voz), Edson Rosa (guitarra), Sérgio Kopinski (baixo) e Maurício Pedrão (bateria) tinha não ‘um batalhão de coisa nenhuma’ para oferecer, mas muito conteúdo e boa música.

A partir dali, a banda, que já vinha de dois anos de shows desde sua formação em 2003, percorreria uma estrada de sucesso que levaria ao lançamento de dois discos: o citado e homônimo álbum de estreia, cujo show de celebração no Teatro ACBEU, em 2006, completa vinte anos amanhã, e Frascos Comprimidos Compressas, trabalho lançado em 2009, um ano antes da banda terminar.

Memória consciente

Neste papo com o Jornal A TARDE, Ronei demonstrou surpresa pela lembrança do aniversário do lançamento do CD. “Tem uma coisa que é muito engraçada em relação a como organizamos a nossa memória. Quando eu vi a foto (do show de 2006), foi engraçado”, pontua o vocalista, surpreendido por este escriba ao perceber a coincidência das datas.

“Primeiro, porque eu achava que estava com outra guitarra naquele show do Teatro ACBEU com a Jussara (Silveira). Na minha memória, eu achei que esse show tinha sido antes do Claro Q É Rock. Mas faz todo sentido. Porque a guitarra que usei no ACBEU foi uma Telecaster que eu só pude comprar com o dinheiro que ganhamos após vencer o Claro Q É Rock“, relembra Ronei.

“O negócio dos vinte anos do show de lançamento do disco é algo engraçado”, afirma Sérgio, baixista do grupo. “Quando a banda fez vinte anos em 2023, fizemos algumas apresentações comemorando. Teve um show comigo e com Ronei, já que nós dois moramos aqui em Salvador e seria mais fácil para nos encontrar. Depois disso, essa coisa (do aniversário) do disco ficou meio para trás", explica Sérgio.

"Eu que normalmente sou o guardador das datas, nem me toquei que fazia vinte anos do show de lançamento no Teatro Acbeu. Isso é interessante. Mas esse encontro é mais uma vontade da gente se encontrar, de pelo menos uma vez por ano estarmos juntos e tocando. Porque a gente se fala o ano inteiro. Não diria que diariamente, mas estamos sempre nos falando”, completa.

Novo EP

Ronei frisou, também, que as reuniões anuais da banda significam algo que vai além do simples reencontro para rememorar riffs e letras de sucesso. Significam uma nova possibilidade de trabalhos inéditos juntos.

“Em 2025, estávamos com um plano de lançar um EP. Porque eu acho que a Ladrões tem essa coisa de ter acabado não porque brigamos, entendeu? A banda acabou porque não dava para continuar por causa do rumo de cada um”, salienta o músico.

“Então, sempre quando alguém me pergunta, quando eu dou entrevista falando do meu trabalho solo e volta e meia as pessoas me falam da Ladrões, eu sempre falo que é um projeto continuado.Porque, na minha cabeça, continuamos falando de música. Continuamos planejando coisas. Sempre pensamos em um futuro, seja ele do jeito que dá para se encontrar”, explica Ronei, ao falar do ritmo diferente de produção em comparação com a fugacidade do mercado fonográfico atual.

O batera Maurício Pedrão complementa, abordando com precisão essa ideia de maturidade de uma banda que passou por cenários distintos da música e sabe diferenciá-los, bem no modo como pretende ainda manter uma atividade.

“Uma questão interessante nisso é que nós amadurecemos. Não somos mais as mesmas pessoas que éramos quando a banda parou de tocar regularmente, né? Isso já tem quantos anos? Dez, 15 anos? Somos pessoas diferentes. Isso já introduz, naturalmente, mudanças. Tanto pessoais como musicais. Não digo de estilo, mas de gosto. Acho que cada um de nós refinou o seu olhar sobre a música de alguma forma”, comenta Pedrão, ao falar desse momento da Ladrões.

Ronei explica que essas mudanças pessoais também funcionaram como uma fagulha para a proposta do citado novo trabalho, que ainda deve sair.

“Estávamos nessa ideia de fazer uma coisa nova. Mas, por conta do corre da vida, acabou que não fizemos. Mas não quer dizer que não faremos. Temos sempre isso em aberto. Não somos uma banda que, por conta de não estar fazendo show, não temos um tipo de planejamento. Agora, não vai seguir as expectativas das pessoas, né? Principalmente no mundo corrido que está hoje, de lançar um single por semana (risos). Estamos quase que em um movimento daquele início da era da fonografia (risos)”, compara Ronei.

Influências

Ao fazer essa comparação entre duas diferentes realidades na produção musical separadas por um intervalo de tempo significativo, Ronei confirma essa relevância da Ladrões de Bicicleta junto a toda uma nova geração de bandas.

“Eu sempre converso com as pessoas que falam da Ladrões, sobre a referência da banda, sobre uma influência forte no trabalho delas. O Teago (Oliveira), da Maglore; o Giovani (Cidreira); o (Diego) Fox, da Suinga, por exemplo”, cita o músico.

“Algumas pessoas chegam até nós para falar que assistiram aos shows, que foram influenciados por nós. Eu acho que, daqui de dentro, às vezes, não temos a dimensão disso. Uma dimensão desse período que foi muito interessante para nós. São pessoas que estavam na plateia e que depois também lançaram trabalhos musicais e que voltam com essa referência da gente”, comemora Ronei.

Um desses músicos é Bruno Carvalho, guitarrista da Meus Amigos Estão Velhos, banda que vai abrir o show de depois de amanhã na The Green House. Experiente guitarrista, Bruno tocava com a The Honkers no começo dos anos 2000, mesmo período em que surgiu a Ladrões de Bicicleta.

“Lembro do primeiro show deles, quando tocaram com a The Honkers. É massa ver uma banda tão importante como a Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta ensaiando essa volta, porque além de terem dois discos impecáveis, são uma banda do caralho e que ainda leva muita gente aos shows. É massa ver essa movimentação de algo que já rolou, e que foi tão importante, acontecendo de novo”, comemora Bruno.

O palco da The Green House é até um território familiar da MAEV. “Lançamos lá o nosso disco. É um lugar que já conhecemos e a gente sabe que é um dos palcos mais legais da cidade. Tem um ótimo som de palco, ótimo som para o público. E a gente é uma banda de coroas 40 mais (risos), mas que toca como se fosse o último dia da vida, sabe? Tocamos até hoje o que realmente gostamos, porque é uma coisa importante. Não tocamos de uma maneira burocrática, a gente toca como toca porque é algo que a gente precisa fazer. E esse show vai ser novamente assim”, convoca Bruno.

A Meus Amigos Estão Velhos, após ter sido contemplada pelo selo Educadora Independente, segue em sua trajetória após a chegada do seu disco de estreia, Falsa Alegria, lançado em novembro de 2024, e já prepara novidades.

“A gente está naquela fase agora de começar a reunir material para lançar outro trabalho. Já estamos começando a fazer demos e a ensaiar músicas novas que vão sair no novo disco”, anuncia Bruno.

Serviços

➡️ Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta + Meus Amigos Estão Velhos

▪️Data: Domingo, 11

▪️Horário: 18h

▪️Local: The Green House (Rua Conselheiro Pedro Luiz, 369, Rio Vermelho)

▪️Ingressos: R$ 60 / Lote 1: R$ 80 / R$ 56 (assinantes do Clube A TARDE)

▪️Vendas: Sympla

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