OPINIÃO
Na rota da urna
Confira o Editorial desta terça-feira


Entramos na semana derradeira antes da votação, um período no qual a pressa, o ruído e o fogo cruzado entre candidaturas caracterizam a reta final rumo à urna. A democracia testa os limites da capacidade de cada eleitor de fazer escolhas de acordo com o grau de maturidade enquanto cidadão civilizado e consciente.
Em meio a agendas, debates e narrativas, é o momento de desacelerar, organizar-se e confirmar as últimas informações confiáveis de propostas, programas e trajetórias. Didaticamente, o pleito serve também para o ensino-aprendizagem de respeito ao voto.
Decidir em quem votar diz muito do perfil do eleitor em contexto fértil de autoconhecimento, ao projetar no político os móbiles de seu caráter. A vontade de ocupar espaços pela representação política sustenta a natural inclinação de vencer, levando à criação espontânea de rivalidades entre extremos.
O egoísmo produz a identificação com projetos de poder baseados em liberdades individuais, enquanto a compaixão inspira sensibilidade para a inclusão social. A busca do equilíbrio, numa percepção rasa, se traduz no meio-termo, confundindo-se o princípio de prudência com uma suposta idoneidade.
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A poucos dias da eleição, vale a pena o esforço para exercitar aquela força distintiva da espécie humana: a capacidade de questionar e formar crenças. Há também as condições materiais consoantes à facticidade: antes do “partiu-urna” vale revisar a pesca no papel anotado ou impresso com os nomes e números. Quem usa a internet pode atualizar o aplicativo e--Título, a fim de confirmar o local de votação e evitar deixar para a última hora.
Persuadir a si mesmo da importância do ato cívico passa por admitir a imperfeição da democracia – embora seja o melhor dos regimes, basta verificar na história. O sofrimento imposto por tiranias e afins deixa seu rastro sangrento na linha do tempo de onde se verifica a certeza de agir bem a pessoa capacitada a votar.


