Busca interna do iBahia
HOME > OPINIÃO

OPINIÃO

Nosso craque das neves

Trajetória do campeão do slalom gigante que superou potências do esqui

Redação
Por Redação
Brasileiro que conquistou medalha de ouro nos Jogos Olímpícos
Brasileiro que conquistou medalha de ouro nos Jogos Olímpícos -

Ao conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, Lucas Pinheiro Braathen reacende a pira da superação dos grandes desafios da humanidade, graças ao poder da inteligência e da adaptação. Um traço característico da aventura dos bípedes racionais é esta capacidade de vencerem a si mesmos, como no caso extremo deste brasileiro, em espetacular proeza.

Sabe-se a quantos graus o país tropical ferve, notadamente na alta estação, restando abraçar o campeão, por enfrentar com bravura seu limite original. Representa bem o jovem de 25 anos, não só o pendão verde-amarelo, mas toda a espécie, ao vencer, além do clima, a dificuldade de descer pirambeiras radicalmente íngremes.

Tudo sobre Opinião em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

No gelo e diante de declives, o medalhista reescreve a bela página de como se decifra enigmas esportivos, com total dedicação aos treinos. Precisou o atleta da modalidade slalom gigante preparar-se em Bormio, na Itália, para exercitar-se em sua raríssima escolha, diante de tantas opções.

Sabe-se a quantos graus o país tropical ferve, notadamente na alta estação, restando abraçar o campeão

Poderia ter se afeiçoado a uma bola, um skate, uma raquete ou uma prancha de surfe e não seria surpresa, mas ele preferiu a arte do esqui. O louro ganha ênfase, porque o brasileiro venceu um suíço, representante de uma nação onde há montanhas de branco intenso e abaixo de zero.

Leia Também:

OPINIÃO

Farra coletiva
Farra coletiva imagem

OPINIÃO

Perigosas misturas
Perigosas misturas imagem

OPINIÃO

Aurora da educação
Aurora da educação imagem

A façanha de Lucas lembra a aventura pioneira de uma equipe jamaicana, ao competir na neve em 1988, contrastando o clima quente da ilha de Bob Marley. O feito é inspirador, pois se o compatriota teve a audácia de tirar em primeiro na neve, outros desafios da cidadania, por suposto não serão mais invencíveis.

Vocacionado para rimar grandeza e surpresa, o país aumentou em 40% o número de atletas nos Jogos de Inverno. O interesse pelo frio é insuficiente para um novo epíteto (o país do esqui), mas o contexto fertiliza projeções com alto grau de inusitado. Não se deve descartar a ajuda das ciências humanas, no estudo do caso, cabendo no conceito de pós-moderna a preciosa combinação reveladora de um novo craque – desta vez, do gelo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Editorial A TARDE

Relacionadas

Mais lidas