POLÍCIA
Andrei Peroba: ré tem 48h para provar pobreza ao pedir redução de multa
Jovem teve o braço amputado após um acidente em um parque de diversões, em 2024


Uma das acusadas do caso Andrei Peroba, Leciane Nascimento Silva passou por uma audiência de instrução criminal nesta quarta-feira, 8, no Fórum Ministro Adhemar Raymundo da Silva, em Salvador. Na ocasião, a ré pediu redução da transação penal por alegação de pobreza, fato que terá que comprovar judicialmente.
O processo corresponde ao jovem que teve o braço amputado após um acidente em um parque de diversões instalado no Campo da Pronaica, no bairro de Cajazeiras X, em fevereiro de 2024.
Ao portal A TARDE, Bruno Moura, advogado da vítima, informou que durante a audiência, a promotora de Justiça propôs à ré, que é responsável pelo brinquedo que causou a tragédia, o pagamento de 20 salários mínimos à uma instituição de caridade. No entanto, Leciane fez uma contraproposta.
"Propôs pagar cinco salários mínimos, alegando ser pobre. A juíza determinou que ela comprove, em 48h, a alegação de pobreza", explicou Moura.
A reportagem tentou contato com a defesa de Leciane, mas até o momento da publicação da matéria, não obteve retorno.
Leia Também:
Dono do parque e operdador do brinquedo também devem realizar pagamentos a instituições
Em março deste ano, o dono do parque e o operador do brinquedo fecharam uma transação penal, onde foi determinado o pagamento de cinco salários mínimos a uma instituição de caridade.
"Nesse acordo entre eles, que não diz respeito a Andrei, portanto, o Andrei não recebeu um centavo desse valor, foi determinado que eles deveriam pagar cinco salários mínimos para uma instituição de caridade. Então, eu destaco que esse valor não é destinado a Andrei e também não depende do nosso aceite.", esclareceu o advogado Bruno Moura.
Relembre o caso
No dia do acidente, Andrei estava no parque com a irmã de 17 anos e a prima de nove, após sair do trabalho. Eles embarcaram no brinquedo estilo pêndulo chamado “Intoxx”, quando, de repente, o equipamento despencou e atingiu o chão.
Andrei teve o braço esmagado e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde precisou ficar internado e entubado.
Sua irmã, Andreia, também se feriu, mas teve apenas lesões leves e foi liberada após atendimento no Hospital Eládio Lasserre.


