POLÍCIA
Backup no iCloud derrubou esquema que levou à prisão de MCs
Conteúdo funcionou como uma espécie de “mapa” da organização

A investigação que levou à prisão dos MCs Poze do Rodo e Ryan SP teve início a partir da análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado. Os dados foram obtidos em operações anteriores da Polícia Federal, como a Narco Bet, derivada da Narco Vela, deflagradas em 2025.
A partir desse material, os investigadores conseguiram mapear um esquema criminoso suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, uso de “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior.
Como iCloud ajudou na investigação
Segundo a PF, o conteúdo armazenado na nuvem funcionou como uma espécie de “mapa” da organização. Nos arquivos havia extratos bancários, comprovantes, contratos, registros societários, procurações e até conversas, o que permitiu cruzar informações e identificar a atuação integrada entre operadores financeiros, influenciadores e artistas.
Rodrigo de Paula Morgado é apontado como peça-chave do grupo. De acordo com a investigação, ele era responsável por articular transferências, gerenciar recursos, ocultar patrimônio, auxiliar na proteção financeira de envolvidos, incluindo MC Ryan SP e realizar movimentações em nome de terceiros.
Função dos envolvidos no esquema
MC Ryan SP
A investigação aponta que Ryan foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da operação.
Ele teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Poze do Rodo
Poze seria um dos vinculados às empresas e estruturas financeiras relacionadas ao dinheiro ilegal, proveniente de rifas digitais e apostas, conforme a apuração do PF.
A defesa do cantor também se manifestou e afirmou desconhecer os autos ou teor do mandado de prisão.
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Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei
Raphael atuava na gestão de imagem e promoção digital dos outros envolvidos, revelou a Polícia Federal.
A função de Raphael seria, basicamente, a de divulgar conteúdos favoráveis ao MC Ryan SP e promover as plataformas de apostas e rifas nas quais o dinheiro ilícito era movimentado. Ele também atuaria na mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações.
Operação da PF
A operação da Polícia Federal resultou no cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. Além dos funkeiros, também foram presos influenciadores digitais e produtores de conteúdo suspeitos de envolvimento no esquema.
A Justiça também autorizou a apreensão de novos dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, ampliando o alcance das investigações.
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