Busca interna do iBahia
HOME > POLÍCIA

POLÍCIA

Caso Marielle: ex-PMs condenados por matar vereadora têm penas aumentadas

Decisão atende ao recurso do MP que apontou agravantes no crime

Gustavo Zambianco
Por
Marielle foi assassinada ao lado do motorista Anderson Gomes, em março de 2018
Marielle foi assassinada ao lado do motorista Anderson Gomes, em março de 2018 - Foto: Renan Olaz | Câmara Municipal do Rio

O caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes ganhou um novo capítulo após a Justiça do Rio de Janeiro aceitar o pedido do Ministério Público do Estado (MPRJ) para aumentar as penas dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz nesta quinta-feira, 6.

Com esta decisão, Ronnie Lessa teve a pena ampliada de 78 anos e nove meses para 81 anos e 10 meses de prisão, enquanto Élcio Queiroz passou de 59 anos e oito meses para 76 anos e seis meses de prisão.

Tudo sobre Polícia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

O recurso foi apresentado ao MP com o argumento de que a sentença original não havia considerado circunstâncias relevantes para a definição das penas.

Entre os principais pontos relembrados, seriam a repercussão internacional do crime e a forma de execução dos homicídios, com vários disparos efetuados em via pública e em local de intensa circulação de pessoas.

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, ex=PMs acusados de matarem a vereadora Marielle Franco
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, ex=PMs acusados de matarem a vereadora Marielle Franco - Foto: MP / Reprodução

Veículo do crime era clonado

Além dos agravantes da repercussão e da execução, o MP também destacou que o veículo utilizado pelos criminosos seria clonado, circunstância relacionada ao delito de receptação, e que toda a ação havia sido planejada.

Vale ressaltar que o órgão sustentou que o planejamento da ação justificava o agravamento das penas e defendeu a aplicação da fração mínima da redução pelo reconhecimento da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.

Conforme o MPRJ, os atos praticados se aproximam da consumação da morte da assessora, que sobreviveu porque se abaixou dentro do veículo, tendo o corpo da vereadora servido de anteparo aos disparos.

Leia Também:

AGIOTAGEM

Casal extorque homem por 18 anos após empréstimo de R$ 6 mil na Bahia
Casal extorque homem por 18 anos após empréstimo de R$ 6 mil na Bahia imagem

BAHIA

Prefeitura de Ipecaetá é investigada por concessões irregulares de alvarás de táxis
Prefeitura de Ipecaetá é investigada por concessões irregulares de alvarás de táxis imagem

BAHIA

Polícia destrói 20 mil pés de maconha na Chapada Diamantina
Polícia destrói 20 mil pés de maconha na Chapada Diamantina imagem

Outros pontos que poderiam ser considerados

O Ministério Público ainda argumentou que a correta aplicação dos critérios legais de individualização da pena deveria considerar:

  • Elevada intensidade de dolo (a vontade que os condenados tinham de cometer o crime);
  • Planejamento sofisticado da ação criminosa;
  • Gravidade dos delitos praticados.

Entenda a condenação dos ex-PMs

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados pelo IV Tribunal do Júri da Capital, em outubro de 2024, pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes e pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves.

Eles foram denunciados pelo GAECO/MPRJ por duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e receptação.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

assassinato crime marielle

Relacionadas

Mais lidas