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Chefe do PCC é preso na Bolívia após seis anos foragido

Gerson Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica cinco horas após ter prisão revertida à domiciliar, em 2020

Luiza Nascimento
Por
Gerson Palermo
Gerson Palermo - Foto: Reprodução

Um dos chefes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo foi preso na Bolívia nesta terça-feira, 26, após seis anos foragido. A ação foi de responsabilidade da Força de Combate ao Narcotráfico do país, que atuou em cooperação com a Polícia Federal do Brasil.

Condenado a quase 126 anos de prisão, o criminoso havia fugido em abril de 2020, ao romper a tornozeleira eletrônica cinco horas após ter prisão revertida à domiciliar.

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Na época, a decisão de soltura do presídio federal de segurança máxima, em Campo Grande (MS), partiu do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Divoncir Schreiner Maran. Há três meses, o jurista foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com aposentadoria compulsória.

Agora, Palermo, que integraca a lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública, deverá ser expulso do país vizinho, segundo informações do G1.

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Relembre os crimes

Sequestro de avião

Além de chefe do PCC, Gerson Palermo tem uma extensa lista criminal, começando pelo famoso sequestro do Boeing 727 da antiga Vasp, ocorrido em agosto de 2000, no Paraná.

Na data, a aeronave, que saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem, e obrigada a pousar em Porecatu.

Na ação, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

Tráfico internacional de drogas

Já em março de 2017, ele foi apontado como liderança de um esquema de tráfico internacional de drogas, oriundas da Bolívia, com destino a Corumbá (MS). No local, o material ilícito era encaminhado para outros estados.

Pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão.

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