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OPERAÇÃO RECONECTANDO

Dupla é presa por cobrar 'taxa' de provedores de internet na Bahia

Organização criminosa movimentava mais de R$ 100 mil por mês

Victoria Isabel
Por
Organização criminosa é investigada por extorsão e lavagem de dinheiro
Organização criminosa é investigada por extorsão e lavagem de dinheiro - Foto: Divulgação / Ascom-PCBA

Dois homens foram presos nesta quarta-feira, 8, durante a Operação Reconectando, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para desarticular uma organização criminosa investigada por extorsão e lavagem de dinheiro contra empresas provedoras de internet.

De acordo com a PC, as prisões ocorreram nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

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Segundo as investigações, o grupo criminoso exigia pagamentos periódicos de proprietários e funcionários de provedores para permitir o funcionamento dos serviços de internet.

Como forma de intimidação, os suspeitos promoviam o corte de cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de telecomunicação e impediam o trabalho das equipes responsáveis pela manutenção da rede. As ordens eram transmitidas pelas lideranças por meio de videoconferências.

Feira de Santana

Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos, apontado como gerente das atividades ilícitas na cidade. De acordo com a Polícia Civil, ele utilizava um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões e possui antecedente por tráfico de drogas.

Simões Filho

Já em Simões Filho, foi detido um homem de 26 anos, responsável, segundo as investigações, pela arrecadação dos valores extorquidos e pelo repasse do dinheiro aos demais integrantes da organização criminosa.

Um terceiro investigado, apontado como líder do grupo e responsável por coordenar as ações criminosas remotamente, segue foragido.

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Organização movimentava mais de R$ 100 mil por mês

A Polícia Civil informou que a organização movimentava mais de R$ 100 mil por mês com o esquema. Em um dos casos apurados, uma empresa foi obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para conseguir manter suas atividades.

A investigação teve início em setembro de 2025 e continua para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira da organização. Também foram solicitadas à Justiça as quebras dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.

A Operação Reconectando foi realizada pela 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

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feira de santana provedores de internet simões filho

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