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INVESTIGAÇÃO

Empresário cai em golpe e troca Ferrari de R$ 4 milhões por relógio falso

Caso passou a ser investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic)

Leilane Teixeira
Por
Ferrari 458
Ferrari 458 - Foto: Divulgação | Ferrari

Uma Ferrari avaliada em R$ 4 milhões e considerada única no Brasil se tornou alvo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo após o proprietário do veículo denunciar ter sido vítima de um golpe durante a negociação de venda do automóvel.

O empresário Leonardo Rodrigues afirma que entregou a Ferrari após aceitar uma proposta intermediada por Carlos Eduardo Barbosa, que atuaria em nome do empresário catarinense Boris Maciel Padilha, conhecido no mercado de bens de luxo.

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O acordo previa:

  • o pagamento por meio de um relógio da marca Richard Mille, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões;
  • além de três cheques de R$ 600 mil

Segundo a defesa de Leonardo, após a conclusão do negócio, uma avaliação especializada apontou que o relógio era falsificado. Os cheques também teriam sido devolvidos por insuficiência de fundos. Ainda de acordo com o advogado do empresário, Carlos admitiu à polícia que sabia que a peça era falsa e que os cheques não possuíam cobertura bancária.

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Registro em novembro

O caso foi registrado em novembro e passou a ser investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Durante as apurações, a polícia também solicitou informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para auxiliar na análise das movimentações financeiras relacionadas ao caso.

Paralelamente à investigação criminal, Leonardo ingressou com uma ação na Justiça e obteve uma decisão que bloqueou a transferência da Ferrari junto ao Detran até que haja esclarecimentos sobre o pagamento do veículo.

Apesar de o carro permanecer registrado em nome do empresário, a Justiça determinou que a Ferrari fique sob a guarda de Boris Padilha. A defesa de Leonardo, no entanto, afirma ter reunido provas de que o automóvel vem sendo utilizado pelo empresário catarinense e até cedido a terceiros, o que configuraria descumprimento da decisão judicial.

O que diz a defesa de Boris?

Em nota, a defesa de Boris negou qualquer irregularidade e afirmou que a compra da Ferrari foi realizada de forma regular, diretamente com Leonardo Rodrigues. O advogado sustenta que os cheques sem fundos e o relógio falsificado fazem parte de uma negociação anterior entre Leonardo e Carlos Barbosa, sem qualquer participação de seu cliente.

O veículo envolvido na disputa é uma Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano, apontada como única no Brasil com essa configuração, característica que eleva seu valor e exclusividade no mercado de carros de luxo.

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Tags

carros de luxo Ferrari golpe Polícia Civil

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