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Endereço simples na Bahia entra na mira da polícia em apuração sobre Deolane

Relatório da investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital

Luan Julião
Por
Deolane está presa em São Paulo
Deolane está presa em São Paulo - Foto: Reprodução | Instagram

O endereço registrado por uma empresa investigada por movimentações milionárias chamou atenção da Polícia Civil: uma casa simples em Salvador. O imóvel aparece no centro das apurações que envolvem a influenciadora e advogada Deolane Bezerra na Operação Vérnix.

Segundo informações divulgadas pelo Fantástico, uma financeira cadastrada no local teria enviado quase R$ 80 mil para contas pessoais de Deolane. Além disso, outros R$ 636 mil foram destinados à empresa Bezerra Comercialização.

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A investigação aponta suspeitas de que o imóvel tenha sido utilizado como parte de uma estrutura para movimentações financeiras ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital.

Os relatórios policiais indicam ainda que mais de R$ 13 milhões circularam nas contas pessoais da influenciadora entre 2018 e 2022. No mesmo período, empresas registradas em nome dela teriam movimentado outros R$ 14 milhões.

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Durante buscas realizadas na sede da Bezerra Comercialização, os investigadores encontraram o imóvel vazio e sem funcionamento. No local, havia apenas cartas espalhadas pelo chão, sem sinais de atividade empresarial.

As apurações também mencionam que empresas ligadas a Deolane foram abertas por um contador associado a pessoas da família Camacho, grupo ligado a Marcos Willians Herbas Camacho.

Outro nome citado no inquérito é Everton de Souza. De acordo com os investigadores, ele mantinha relações comerciais e pessoais com a influenciadora e com um dos supostos administradores fantasmas de uma transportadora usada para movimentar dinheiro do esquema.

A Polícia Civil sustenta ainda que a principal ligação entre Deolane e Marcola seria Paloma Sanches Herbas Camacho, que vive atualmente em Madri, na Espanha. Os investigadores afirmam que não localizaram serviços compatíveis com os valores milionários recebidos pela influenciadora no período analisado.

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