BAHIA
Falso tio é preso por suspeita de atrair crianças com doces e cometer abuso sexual
Investigação aponta que nove crianças e adolescentes na Bahia foram vítimas do homem


Um homem de 47 anos investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Itabuna, no sul da Bahia, foi preso em flagrante no bairro Santa Inês.
Segundo a Polícia Civil, denúncias anônimas foram feitas e nove vítimas já foram identificadas pelo Conselho Tutelar. Entre elas estão crianças e adolescentes, incluindo um jovem autista.
As apurações apontam que o homem utilizava doces, brinquedos e lanches para atrair as vítimas até a residência onde morava. Conhecido pelas crianças como "tio", ele não teve a identidade divulgada.
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Os casos
Os primeiros casos teriam ocorrido na sexta-feira, 10, quando três crianças foram vítimas do suspeito. No sábado, mais seis vítimas chegaram ao conhecimento das autoridades: quatro crianças e dois adolescentes.
A prisão aconteceu depois que a Polícia Militar recebeu uma denúncia sobre suspeitas de abuso sexual e aliciamento de menores. O chamado foi repassado pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e pela Ronda Escolar.
Policiais do 15º Batalhão foram até o imóvel indicado na denúncia e encontraram o homem acompanhado de cinco crianças. Diante da situação, ele foi detido e encaminhado para a 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), onde acabou autuado em flagrante por estupro de vulnerável.

Acolhimento das vítimas
Após a ocorrência, o Conselho Tutelar realizou o acolhimento das vítimas e acompanhou os procedimentos necessários. As crianças e os adolescentes foram encaminhados para exames de corpo de delito, e o caso também foi comunicado à Vara da Infância e Juventude de Itabuna.
O órgão ficará responsável pela realização da escuta especializada das vítimas durante o andamento das apurações.
A Polícia Civil informou que foram expedidas guias para a realização dos exames periciais e que o investigado continua à disposição da Justiça. Por envolver crianças e adolescentes, outros detalhes sobre o caso serão mantidos sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


