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INVESTIGAÇÃO

Funcionários são afastados após aluno ser espancado em escola na RMS

Estudantes apontados como agressores foram suspensos e transferidos para outra unidade escolar

Leilane Teixeira

Por Leilane Teixeira

23/03/2026 - 17:18 h

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Imagem ilustrativa da imagem Funcionários são afastados após aluno ser espancado em escola na RMS
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A diretora e da vice-diretora da Escola Municipal Tancredo Neves, no distrito de Jauá, em Camaçari, foram afastadas após o caso de agressão contra um estudante dentro da unidade. A medida faz parte de uma série de ações adotadas pela Secretaria de Educação de Camaçari (Seduc) após a repercussão do episódio.

Segundo a pasta, a escola passará por intervenção administrativa e já conta com novos gestores, que assumiu oficialmente nesta segunda-feira, 23. A Seduc informou ainda que tem prestado apoio à família da vítima desde o início do caso. Entre os sevriços estão:

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  • apoio jurídico;
  • psicológico;
  • e assistencial

Os estudantes apontados como agressores foram suspensos e transferidos para outra unidade escolar. "A secretaria afirma que segue acompanhando a situação de perto e reforçou o compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos da rede municipal".

Além das medidas administrativas, equipes da educação municipal continuam atuando no acompanhamento do caso, com ações voltadas à prevenção da violência e mediação de conflitos nas escolas.

Relembre o caso

O episódio de violência ocorreu no dia 19 de fevereiro, dentro da Escola Municipal Tancredo Neves, localizada no distrito de Jauá, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Um menino de 11 anos foi atacado por três colegas da própria escola. Durante a agressão, ele chegou a perder a consciência e sofreu diversos ferimentos no rosto, sendo necessário realizar suturas — ao todo, foram 21 pontos em áreas como a boca e o supercílio.

Apesar da gravidade, o caso só foi formalizado junto à polícia dias depois, quando a família procurou a 26ª Delegacia Territorial, em Vila de Abrantes.

Os adolescentes apontados como responsáveis pelas agressões têm entre 12 e 13 anos.

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Mudança de comportamento

Após o ocorrido, o menino passou a apresentar mudanças no comportamento. Segundo o pai, ele enfrenta:

  • dificuldades para dormir;
  • sente dores constantes;
  • e relata problemas na visão, principalmente na região onde sofreu um chute.

O responsável contou ainda que o filho estava na escola há pouco tempo e já vinha relatando situações de intimidação. De acordo com ele, o garoto era alvo frequente de provocações e outras formas de constrangimento por parte de colegas.

Ainda conforme o relato, a equipe da escola prestou os primeiros atendimentos após as agressões. No entanto, o pai afirma que houve uma orientação para que o menino não detalhasse o caso inicialmente.

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Tags:

camaçari Educação violência escolar

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