POLÍCIA
“Juiz” de tribunal do PCC é preso por ordenar morte de mulher ligada ao CV
Investigação aponta que suspeito atuava como “juiz” em tribunal do crime da facção


Apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, André Santos de Araújo, conhecido como “Da7”, foi preso nesta sexta-feira, 22, no Guarujá, litoral de São Paulo. Ele é suspeito de participação no desaparecimento e na possível execução de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, que está desaparecida desde janeiro deste ano.
A prisão foi realizada após a Justiça acatar um pedido baseado em novas provas reunidas pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos, responsável pelas apurações do caso. Segundo os investigadores, Maria Eduarda teria sido morta após uma decisão tomada dentro de um chamado “tribunal do crime” ligado à facção paulista.
De acordo com a polícia, André exercia a função de “juiz” dentro da organização criminosa, sendo responsável por decidir o destino de pessoas consideradas rivais do grupo. A investigação aponta que teria partido dele a ordem final para matar a jovem, que até hoje não teve o corpo localizado.
Durante a ação policial na Vila Zilda, no Guarujá, os agentes apreenderam um aparelho celular com o suspeito. O equipamento será analisado e pode ajudar a esclarecer detalhes sobre a atuação do crime organizado na região e a dinâmica do desaparecimento da jovem.
Suspeita de ligação com facção rival
Natural de Curitiba, no Paraná, Maria Eduarda havia se mudado para o litoral paulista cerca de três meses antes de desaparecer. Ela vivia com o namorado no Guarujá quando, segundo depoimento prestado por ele à polícia, os dois teriam sido sequestrados por integrantes do PCC logo após o período do Réveillon.
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Ainda conforme a investigação, o casal possuía antecedentes por tráfico de drogas. A polícia trabalha com a hipótese de que a jovem integrava o Comando Vermelho (CV), facção rival do PCC, enquanto o namorado dela não teria ligação com organizações criminosas.
Publicações nas redes sociais
As investigações também analisam conteúdos publicados por Maria Eduarda nas redes sociais. Em algumas imagens, ela aparece segurando armas de fogo e usando balaclava, acessório frequentemente associado a ações criminosas.
Uma das postagens chamou a atenção dos investigadores por apresentar referências ao Comando Vermelho. Na foto, munições e armamentos aparecem organizados formando as letras “CV”, além da expressão “TD2”, interpretada como uma menção à facção criminosa.


