DECISÃO JUDICIAL
Justiça suspende porte de arma de delegado suspeito de agredir ex
Homem é acusado pela ex-companheira, advogada, de agressão; ela está sob medida protetiva

O delegado da Polícia Civil Bruno Souza Ferrari foi proibido pela Justiça da Bahia de portar, possuir ou ter acesso a arma de fogo, após decisão liminar que também concedeu medidas protetivas à ex-companheira, a advogada criminalista Flávia Falquetto.
A determinação foi assinada pelo juiz Rodrigo Quadros de Carvalho, da 2ª Vara Criminal de Teixeira de Freitas, cidade do sul da Bahia, nesta sexta-feira, 8.
Na decisão, o magistrado determina a suspensão imediata do porte de arma funcional do delegado e obriga a entrega do armamento utilizado no exercício da função. Em caso de descumprimento, Carvalho autorizou a apreensão coercitiva da arma, a ser executada pelo delegado coordenador da Polícia Civil no município.
Bruno Ferrari atua na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas desde setembro de 2025, após ser transferido de Itanhém, no extremo sul do estado. Ele responde a uma denúncia de violência doméstica apresentada pela ex-companheira, há cerca de um ano.
O casal manteve relacionamento por aproximadamente três anos e meio e tem um filho menor de idade.
Além da suspensão do uso de arma, a Justiça impôs uma série de medidas protetivas de urgência. O delegado está proibido de se aproximar da vítima a menos de 500 metros, de manter qualquer tipo de contato, inclusive, por meios digitais como WhatsApp, e-mail e redes sociais, e de frequentar locais de residência, trabalho ou qualquer ambiente relacionado à ex-companheira.
O juiz também determinou a proibição de qualquer tipo de agressão física, psicológica ou moral, direta ou indireta, contra a vítima. As medidas foram estendidas ao filho do casal, após relatos de possível utilização da criança como instrumento de ameaça no contexto do conflito.
Segundo informações do processo, a ex-companheira relatou episódios de violência física e moral. Em publicações nas redes sociais, Flávia Falquetto afirmou enfrentar dificuldades ao formalizar as denúncias.
“Há mais de um ano sendo humilhada nos interiores dessas delegacias, taxada de louca pela sociedade em prol desse bom samaritano. A verdade sempre prevalece”, escreveu ela.

Na postagem, ela também divulgou imagens das pernas com diversas lesões e afirmou teriam sido causados pelo ex-companheiro.
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A decisão judicial destaca a necessidade de proteção imediata diante do risco à integridade física e psicológica da vítima, especialmente por se tratar de um agente de segurança pública com acesso a arma funcional. O caso segue em tramitação na Justiça da Bahia.
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