POLÍCIA
Megaoperação contra o PCC cumpre 320 mandados em seis estados
Operação mira suspeitos de integrar a facção e de envolvimento com tráfico


Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi às ruas nesta quarta-feira, 1º, para combater a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro e fora do sistema prisional. A ação ocorre simultaneamente em seis estados brasileiros e cumpre 320 ordens judiciais, entre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
Segundo o MPSC, esta é a maior operação já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). As medidas judiciais incluem 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão.
Alvos em presídios e investigação contra a facção
As ordens são executadas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em São Paulo, já houve prisões de investigados em unidades prisionais da capital, incluindo a Penitenciária Feminina de Santana, no Carandiru, na Zona Norte, além de presídios localizados nos municípios de Lavínia, Potim e Irapuru.
O Ministério Público informou que a ofensiva busca enfraquecer a capacidade de articulação dos suspeitos, investigados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de arma de fogo. A operação é um desdobramento das investigações iniciadas durante a Operação Maserati.
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Mobilização e confronto
Em Santa Catarina, a operação reuniu 103 integrantes do Gaeco e cerca de 552 agentes das forças de segurança pública. A estrutura empregada contou ainda com 198 viaturas, dois helicópteros e cinco bases operacionais instaladas em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste.
No Paraná, um dos mandados terminou em confronto. Conforme o Ministério Público, houve troca de tiros em um dos endereços ligados aos investigados, e um integrante da facção morreu.
Todo o material apreendido durante a operação será encaminhado à Polícia Científica para realização de perícia. As investigações seguem sob sigilo.
Origem do nome da operação
Batizada de “Coluna Sul”, a operação faz referência ao nome utilizado pela própria organização criminosa para identificar o conjunto formado pelos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De acordo com o MPSC, a região é considerada estratégica para a expansão e o fortalecimento da facção no Sul e no Centro-Oeste do país.


