POLÍCIA
Mulher assassinada em Salvador já havia denunciado companheiro por agressão
Homem foi capturado menos de quatro horas após o crime; caso é investigado como feminicídio


O homem suspeito de assassinar a companheira, a cuidadora de idosos Ariane Silva Fonseca, de 28 anos, foi preso pela Polícia Civil poucas horas após o crime registrado na manhã desta quarta-feira, 8, no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador. A vítima já havia procurado a polícia cerca de um mês antes para denunciar uma agressão praticada pelo investigado.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, de 31 anos, foi localizado em uma via pública de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, menos de quatro horas após o feminicídio. As equipes da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) identificaram o paradeiro do homem durante diligências iniciadas logo após o assassinato.
Segundo as investigações, ele tentava chegar à rodoviária da cidade para deixar a região quando foi abordado pelos policiais.
Material ilícito apreendido
Durante a prisão, os agentes encontraram com o suspeito uma arma de fogo, munições e porções de cocaína. Além do flagrante por feminicídio, ele também foi autuado pelos crimes relacionados ao material apreendido.
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Após a captura, o homem foi encaminhado para uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Vítima já havia denunciado agressão
O feminicídio aconteceu semanas depois de um episódio de violência que já havia levado Ariane Silva Fonseca a buscar ajuda. No início de junho, a cuidadora de idosos registrou uma ocorrência contra o companheiro após ser agredida durante uma discussão.
Conforme o boletim registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), o desentendimento teria sido motivado por ciúmes. A vítima sofreu um soco no rosto, que provocou um ferimento no olho direito, e precisou receber atendimento no Hospital Geral do Estado (HGE).
Ao formalizar a denúncia, Ariane informou às autoridades que aquela havia sido a primeira agressão física sofrida ao longo do relacionamento, que durava mais de dez anos. Cerca de um mês depois, ela foi morta a facadas quando saía de casa para trabalhar, em um crime investigado pela Polícia Civil como feminicídio.


