POLÍCIA
Operação prende grupo suspeito de fabricar armas com impressoras 3D
Polícia afirma que armas de grosso calibre eram vendidas para indivíduos ligados a facções


Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quarta-feira, 19, investiga um grupo suspeito de produzir armas de fogo com o uso de impressoras 3D e comercializar o armamento para pessoas ligadas a facções criminosas no Rio Grande do Sul.
O principal investigado, apontado como responsável pela fabricação das armas, foi preso em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Até a última atualização da operação, outras 15 pessoas também haviam sido detidas. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Batizada de Operação 3D, a ação cumpre 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro.
Segundo a Polícia Civil, o grupo era dividido em diferentes funções. Enquanto um dos integrantes ficava responsável pela fabricação das armas, outros envolvidos cuidavam da organização das encomendas e da distribuição do armamento.
De acordo com a investigação, as armas eram vendidas para indivíduos que mantinham ligação com diferentes facções criminosas do estado, inclusive grupos rivais.
"Ele vendia para indivíduos que teriam relacionamento com diversas facções criminosas aqui do estado, inclusive algumas rivais", explica o diretor de investigações do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado Alencar Carraro.
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A origem do conhecimento utilizado pelo principal alvo para fabricar as armas ainda é investigada. Aos policiais, ele afirmou que aprendeu o processo por meio de informações disponíveis na internet. A Polícia Civil, porém, apura se outras pessoas com conhecimento técnico participaram da atividade.
O material produzido, segundo o delegado, incluía armas de grosso calibre e de uso proibido para civis.
"São armas de grosso calibre. Armamento proibido, só podendo ser utilizado por polícias. Era uma qualidade bem interessante. As armas funcionavam com boa precisão, apesar de serem montadas. E são armas que no mundo do crime giram valores muito altos", diz o delegado.
Investigação
As apurações tiveram início em novembro de 2025, após o Denarc localizar armas produzidas por meio de impressão 3D. Na ocasião, também foram apreendidas peças e componentes utilizados na fabricação do armamento.
A partir dessas apreensões, a Polícia Civil avançou na identificação das pessoas envolvidas na produção, comercialização e distribuição das armas, chegando aos alvos da Operação 3D.


