POLÍCIA
Padrasto é preso por matar bebê de 1 ano após se irritar com choro
Homem foi detido após apresentar contradições em depoimento

Um homem identificado como Lukas Pereira do Espírito Santos foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de provocar a morte da enteada, Maya Costa Cypriano, de 1 ano e 9 meses. Ele foi detido após apresentar contradições em depoimento e, posteriormente, admitir as agressões.
Segundo as investigações, conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) com apoio da 29ª DP (Madureira), o caso aconteceu na última quinta-feira, 2, na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire.
Os agentes apontam que o suspeito estava sozinho com a criança no momento do crime. Ele teria se irritado com o choro da menina e desferido golpes na região abdominal.
Após as agressões, a criança apresentou estado grave, mas não recebeu socorro imediato. O homem teria apenas enviado mensagens à mãe informando que a filha não estava bem.

A vítima foi levada posteriormente a um posto de saúde, mas já chegou sem vida. Inicialmente, o caso foi registrado na 29ª DP como verificação de óbito.
Com a constatação de sinais de violência, o caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios, que passou a investigar o episódio como crime.
Exames periciais identificaram lesões compatíveis com agressões físicas graves, além de indícios de possíveis episódios anteriores de violência.
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Mãe estava em entrevista de emprego
Durante o enterro da criança, a mãe afirmou não ter percebido comportamentos agressivos do companheiro e disse que ele era sua principal rede de apoio. No dia do crime, ela estava em uma entrevista de emprego e só retornou horas depois, após receber mensagens informando que a filha passava mal.
Por outro lado, pessoas próximas à família paterna relataram à polícia que o suspeito demonstrava ciúmes da relação e já teria feito comentários de que a criança atrapalhava o relacionamento.
Prisão e investigação
Diante das inconsistências no depoimento, o padrasto acabou confessando parcialmente as agressões. A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias, com parecer favorável do Ministério Público.
As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias da morte e apurar possíveis responsabilidades adicionais.
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