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Pastores são investigados por fraude de R$ 263 mil em compras online

Empresa ligada aos investigados funcionava no mesmo endereço de uma igreja

Luan Julião
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Ao menos 27 transações suspeitas foram identificadas pela polícia
Ao menos 27 transações suspeitas foram identificadas pela polícia - Foto: Reprodução

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo superior a R$ 263 mil ao sistema de pagamentos do Mercado Livre e Mercado Pago. Entre os suspeitos estão dois pastores apontados como líderes do grupo, além de outro religioso que figura entre os presos durante a operação policial realizada nesta terça-feira, 9.

De acordo com as apurações, a empresa utilizada para operacionalizar as fraudes funcionava no mesmo endereço da Igreja Virtude, situada no bairro de Vila Prudente, na zona leste da capital paulista. O local foi identificado pelos investigadores como um dos pontos ligados à estrutura empregada pelo grupo.

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A ofensiva, batizada de Operação Chargeback, resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca em imóveis localizados na cidade de São Paulo, em Guarulhos e em São Caetano do Sul. Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão. Os principais investigados, Marley Garcia de Almeida Frades e Aline Lopes Pereira da Silva, não foram localizados e são considerados foragidos. Segundo a investigação, eles estariam na Espanha.

O caso é conduzido pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (3ª Dicciber), unidade vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), responsável por apurar crimes praticados no ambiente digital.

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Conforme a Polícia Civil, o esquema explorava o mecanismo conhecido como "chargeback", utilizado por consumidores para contestar cobranças realizadas por meio de cartão de crédito. A fraude começava com a emissão de links de pagamento criados por integrantes da organização. Esses links eram encaminhados a pessoas ligadas ao grupo, que efetuavam as transações.

Após a confirmação dos pagamentos, os valores eram rapidamente distribuídos para contas de terceiros, estratégia que dificultava o rastreamento do dinheiro. Em seguida, os próprios compradores solicitavam às operadoras dos cartões o cancelamento das cobranças, alegando supostas irregularidades nas operações.

Com os recursos já transferidos para outras contas, o sistema de pagamentos ficava responsável por absorver os prejuízos decorrentes dos estornos. Apenas em dezembro de 2024, os investigadores identificaram 27 transações fraudulentas, que somadas provocaram perdas estimadas em R$ 263.512,82.

Apesar dos valores já apurados, a Polícia Civil acredita que a movimentação financeira ligada ao grupo possa ser ainda maior. Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

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