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PM é investigado por abastecer integrantes do CV com drogas roubadas do PCC

Operação busca desarticular rede criminosa suspeita de integrar agentes e faccionados

Luan Julião
Por
Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC)
Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) - Foto: Reprodução / SINDPPESP

Um policial militar é apontado pela Polícia Civil de Mato Grosso como peça central de um esquema criminoso que unia integrantes das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) em ações de roubo de drogas e tráfico. O agente, identificado como Philippe Thiago Figueiredo, foi alvo da Operação Tu Quoque, deflagrada na manhã de quarta-feira, 27.

As investigações revelaram que o grupo atuava principalmente na região de fronteira do estado. De acordo com a polícia, os criminosos roubavam entorpecentes armazenados em pontos utilizados pelo PCC e, posteriormente, redistribuíam a droga em áreas da região metropolitana com participação de integrantes ligados ao CV.

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Segundo os investigadores, o policial militar exercia função de liderança dentro da organização. Ele seria responsável por sair de Cuiabá até o município de Pontes e Lacerda para realizar a retirada das cargas de drogas. Após o roubo, também coordenava a separação do material que seria encaminhado para outros integrantes encarregados da distribuição.

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A estrutura criminosa, conforme apontam as apurações, era dividida em dois grupos distintos. Um deles monitorava possíveis esconderijos de drogas pertencentes à facção paulista. O outro núcleo ficava encarregado da logística do roubo, transporte e entrega dos entorpecentes na região metropolitana.

A polícia chegou ao esquema após a prisão de um dos suspeitos. Na ocasião, outros envolvidos conseguiram fugir, mas acabaram identificados no decorrer das investigações.

Além do tráfico e do roubo de drogas, a organização também é investigada por lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava transferências bancárias, empresas de fachada, familiares e até casas de apostas para movimentar e pulverizar os valores obtidos com o crime.

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