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INVESTIGAÇÃO

PM é presa suspeita de envolvimento na morte de colega encontrado carbonizado

Vítima trabalhava no mesmo batalhão de polícia da investigada, identificada como Júlia Natália Girão

Leilane Teixeira
Por
Imagem ilustrativa da imagem PM é presa suspeita de envolvimento na morte de colega encontrado carbonizado
Foto: Redes sociais

Uma policial militar foi presa suspeita de envolvimento na morte de um colega do mesmo batalhão, encontrado baleado e carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Júlia Natália Girão Gomes foi detida nesta terça-feira, 11, e autuada em flagrante por homicídio.

A vítima é o soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. Ele e Júlia trabalhavam no mesmo batalhão da Polícia Militar e, de acordo com as investigações, teriam mantido um relacionamento amoroso.

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Segundo as investigações, o marido da policial também é investigado por possível participação no crime e prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Versão suspeita

A suspeita contra Júlia ganhou força após a Polícia Civil identificar contradições na versão apresentada por ela sobre o ocorrido. Inicialmente, a PM afirmou que também teria sido vítima da ação e chegou a ser encontrada amarrada em uma área próxima ao local do homicídio.

Durante as investigações, porém, imagens de câmeras de segurança passaram a ser analisadas e uma delas registrou Júlia em uma oficina do marido às 8h52 de terça-feira.

O registro não seria compatível com o relato apresentado inicialmente pela policial. Diante da divergência, os investigadores passaram a apurar a possibilidade de que a cena em que ela foi encontrada amarrada tenha sido forjada para simular que também havia sido vítima.

Além da participação de Júlia, a Polícia Civil apura se o marido dela teve envolvimento na morte de Raphael. O homem foi chamado para prestar esclarecimentos no DHPP.

Ele possui antecedentes relacionados a estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo.

Júlia também responde a processos por:

  • estelionato;
  • lavagem;
  • ocultação de bens;
  • participação em organização criminosa.
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Tags

ceará HOMICÍDIO Polícia Civil polícia militar

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