HISTÓRICO DE SURTOS
PM preso por homicídio em Itapuã já ameaçou mãe e esposa com facão
Jackson Monteiro Barbosa, de 32 anos, foi preso nesta terça-feira, 28

O policial militar Jackson Monteiro Barbosa, de 32 anos, preso por suspeita de homicídio em Itapuã, também responde a um caso de violência doméstica em Simões Filho, onde teria ameaçado a própria mãe e a esposa utilizando um facão, conforme consta em processo ao qual a reportagem do Portal A TARDE teve acesso.
De acordo com o auto de prisão em flagrante, o caso ocorreu no dia 31 de março deste ano, por volta das 19h30. Policiais militares foram acionados após denúncias de que o agente estaria ameaçando a mãe e a esposa, além de tentar forçar a entrada na residência.
Durante a abordagem, os policiais encontraram um facão na cintura do militar. As vítimas relataram que o comportamento agressivo estaria associado ao uso de álcool e entorpecentes. Segundo os depoimentos, o suspeito também teria enviado mensagens com ameaças, o que levou as duas a deixarem o imóvel e buscarem ajuda.
Histórico de surtos
Ainda conforme o processo, familiares apontaram um histórico de surtos e comportamento alterado por parte do policial, atribuído à dependência química.
A reportagem tenta contato com a defesa do policial militar, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
Leia Também:
Jackson negou as ameaças
Em interrogatório, Jackson negou as ameaças e afirmou não se lembrar de detalhes do ocorrido. Ele também declarou sofrer com insônia, ideação suicida e uso frequente de álcool, além de reconhecer a necessidade de acompanhamento psiquiátrico.
Um laudo pericial indicou que o policial apresentava sinais de agitação, fala excessiva e possível comprometimento da percepção da realidade no momento da avaliação, além de escoriações pelo corpo.
Liberdade provisória e medidas cautelares
Apesar da gravidade do caso, a Justiça concedeu liberdade provisória ao policial, considerando que ele era réu primário, possuia residência fixa e que não há indícios de que, em liberdade, comprometeria as investigações.
Foram impostas medidas cautelares, como a proibição de se aproximar das vítimas, recolhimento domiciliar noturno e restrição de frequentar locais com consumo de álcool.
A decisão também determinou que o policial fosse submetido a tratamento para dependência química e acompanhamento psiquiátrico, com encaminhamento ao CAPS AD e ao programa “Corra para o Abraço”.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




