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CASO SÉRGIO NAHAS

Preso após 24 anos por morte de esposa pode ser transferido para SP

Empresário foi localizado em Praia do Forte, no último fim de semana

Luiza Nascimento

Por Luiza Nascimento

23/01/2026 - 8:39 h | Atualizada em 23/01/2026 - 9:40
Imagem ilustrativa da imagem Preso após 24 anos por morte de esposa pode ser transferido para SP
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Preso no último sábado, 17, em Praia do Forte, no município Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, pode ser transferido para São Paulo. Ele é acusado de assassinar a esposa Fernanda Orfali, há quase 24 anos.

A Polícia de São Paulo pediu à Justiça, na quinta-feira, 22, pela transferência para que ele cumpra a pena em território paulista, onde cometeu o crime.

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As polícias estaduais já negociaram a transferência, prevista para a próxima semana, no entanto, é necessária a autorização judicial. Caso ocorra, o Departamento de Homicídio de Proteção à Pessoa (DHPP) será responsável por coordenar os trâmites.

Relembre o caso

Nahas é acusado do assassinato da esposa Fernanda Orfali, em setembro de 2002. A vítima foi morta a tiros no apartamento do casal no bairro Higienópolis, no Centro de São Paulo.

Na época, o acusado tinha 38 anos e a mulher, 28 anos. A arma usada no crime pertencia ao próprio Nahas e não estava era registrada pelas autoridades paulistas.

Segundo as investigações, o assassinato ocorreu durante uma discussão entre o casal, após ela descobrir uma traição e que o companheiro usava drogas.

Para a Promotoria, o empresário também estava preocupado com a partilha dos bens diante da possibilidade da mulher pedir o divórcio.

Ainda segundo a acusação, Nahas arrombou a porta do closet onde Fernanda estava para se proteger, e atirou duas vezes, tendo um disparo a atingido e o outro, saído pela janela.

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A prisão

Desde o crime, Nahas respondia ao processo em liberdade, enquanto recorria das decisões judiciais. No entanto, o empresário foi condenado em 2018 pela Justiça paulista.

A defesa recorreu, mas em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, aumentar a pena para oito anos e dois meses em regime fechado e expedir o mandado de prisão.

Após essa decisão, a Justiça de São Paulo expediu um mandado de prisão para que ele cumprisse a pena em regime fechado, mas ele permaneceu foragido por todo esse período.

Identificado através de uma câmera de reconhecimento facial, no último sábado, 17, instalada na vila de Praia do Forte, local onde estava hospedado em um condomínio de luxo, ele foi encontrado portando 13 pinos de cocaína, três celulares e um carro.

O que diz a defesa?

A defesa de Sérgio Nahas afirma que há falhas processuais e que se trata de "um dos casos de maior injustiça do nosso país".

Em nota, a advogada Adriana Machado e Abreu afirmou ainda que "continuará se socorrendo à justiça e utilizará as medidas jurídicas cabíveis, pois há, com todo respeito, muitas falhas no processo e não poderemos correr o risco de mantermos um inocente preso".

Segundo a defesa, Nahas já morava há alguns anos na Bahia, antes mesmo de ter o mandado de prisão expedido.

"Há pedidos em andamento nas Cortes Superiores e, por causa do recesso, o andamento ficou comprometido", disse.

Além disso, a defesa afirma ainda que Nahas é uma "pessoa idosa e com graves problemas de saúde" e "não tinha qualquer interesse em descumprir as determinações da justiça".

Nos autos, a advogada defende que Fernanda Orfali sofria de depressão e teria cometido suicídio, no entanto, laudos periciais indicaram que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos dela, negando que ela teria tido contato com a arma de fogo.

Ao Portal A TARDE, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), reponsável por cumprir a transferência, informou que está aguardando uma posição do Tribunal de Justiça da Bahia.

Em contato com a reportagem, o TJ-BA informou que Sérgio Nahas está à disposição do Juízo 1 do Foro Criminal Central do Tribunal de Justiça de São Paulo, bem como as tratativas para a transferência do preso estão sob a responsabilidade do Departamento de Polícia Legislativa (DEPOL).

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Tags:

assassinato Fernanda Orfali homicídio em discussão polícia de São Paulo Sérgio Nahas transferência judicial

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