POLÍCIA
Professora morta na faculdade cresceu na Bahia e mantinha vínculos
Juliana Santiago estudou em Salvador e era descrita como dedicada por amigos

A professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, morta aos 41 anos após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade em Porto Velho, Rondônia, construiu parte significativa de sua trajetória pessoal e acadêmica na Bahia, onde cresceu, estudou e manteve laços familiares e de amizade.
Descrita por amigos como dedicada aos estudos e ao trabalho, Juliana viveu em Salvador desde a infância, após se mudar do Rio de Janeiro ainda pequena com os pais e o irmão.
Na capital baiana, cursou o Ensino Fundamental no Colégio Antônio Vieira e graduou-se em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal).
Neste sábado, 7, o Colégio Antônio Vieira divulgou nota de pesar lamentando a morte da ex-aluna. “Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a adolescência”, diz o comunicado. A instituição destacou ainda a necessidade de cuidado com a vida e com as relações humanas, manifestando solidariedade à família e aos amigos.
Juliana chegou a manter inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia até 2016. Registros indicam também sua participação em processos seletivos e concursos públicos no estado. Em 2007, ficou em terceiro lugar em uma seleção para estágio na Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada em prova prática para consultora jurídica da Câmara Municipal de Salvador.
Posteriormente, ela se mudou para Rondônia, passando inicialmente por Vilhena antes de se estabelecer em Porto Velho. Na capital rondoniense, passou a atuar como escrivã da Polícia Civil e professora universitária na área de Direito Penal.
Mesmo residindo fora do estado, Juliana mantinha vínculo frequente com a Bahia, retornando com regularidade para visitar familiares e amigos. Nas redes sociais, a amiga Ana Paula Gatti Extekoetter, também servidora da Polícia Civil de Rondônia, lamentou a morte e destacou a rotina da professora, marcada por estudos, trabalho e viagens para reencontrar a família.
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Outros amigos também usaram as redes sociais para prestar homenagens e expressar choque e tristeza com o crime. Em mensagens, lembraram Juliana como uma pessoa de bondade, dedicação e alegria, ressaltando a dor causada pela perda e o impacto da violência em um ambiente que deveria ser seguro.
Crime
Juliana Santiago morreu na noite de sexta-feira (6) após ser esfaqueada por um estudante dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição privada localizada em Porto Velho. Segundo a faculdade, o suspeito do ataque é João Júnior de Oliveira, de 24 anos, aluno da própria instituição.
O agressor foi preso em flagrante após ser detido por outro estudante, que é policial, quando tentava fugir do local. À polícia, ele confessou o crime e afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima, alegando que a matou porque ela estaria se distanciando dele.
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