POLÍCIA
Rainha Branca: líder do PCC na fronteira é presa em operação na Argentina
Líder ligada a rede que abastecia países vizinhos é capturada em residência usada como base criminosa

Por Luan Julião

A Polícia Federal da Argentina prendeu, durante uma operação de grande porte, a mulher conhecida como “Rainha Branca”, apontada como uma das principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira com o Brasil. Segundo as autoridades, ela buscava expandir o controle do tráfico de drogas na região fronteiriça.
A prisão ocorreu dentro de uma residência utilizada como base pelo grupo, onde outros membros também foram encontrados. A facção é investigada por abastecer países vizinhos com armas e drogas. A detida seria responsável por organizar o envio de maconha e cocaína, principalmente por meio de caminhões utilizados como fachada para o transporte ilícito.
A operação é considerada uma das maiores do ano no país. Além de capturar a criminosa, os agentes apreenderam mais de 10 toneladas de maconha e encontraram mais de 400 mil dólares escondidos no imóvel.
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Fronteira em disputa
A extensa faixa de mais de 1.200 quilômetros entre Argentina e Brasil tornou-se um dos principais pontos de conflito entre facções. O Primeiro Comando da Capital (PCC) mantém forte presença na área, aproveitando as rotas estratégicas para movimentar drogas e armas, gerando um fluxo bilionário no crime organizado.
As apreensões feitas pelo lado argentino revelam métodos semelhantes aos usados por traficantes brasileiros. Em uma delas, um barco que levantou suspeita foi interceptado e transportava 380 quilos de entorpecentes. Em outra, um carro prateado parado em uma rodovia escondia drogas em um compartimento falso.
O acesso dos entorpecentes ao território argentino ocorre por diferentes caminhos: pelos rios, pelas estradas e por meio das chamadas “narco formigas”, pessoas encarregadas de levar pequenas quantidades para abastecer a estrutura criminosa.
A presença de lideranças do PCC no país é recorrente. Nomes como Elvis Riola, conhecido como “Cantor do PCC”, e Jorge Adalid Granier Ruiz, o “Fantasma”, usavam a Argentina como refúgio para continuar suas atividades. O “Fantasma” tem ligação direta com João Reis Gonçalves, o “Fuminho”, considerado braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”.
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