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Raio-x de mulher presa por fingir ter 12 anos mostrou agulhas no corpo

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi considerada reincidente em golpes do mesmo padrão

João Grassi
Por
Amanda Maria e o exame de raio-x com as agulhas
Amanda Maria e o exame de raio-x com as agulhas - Foto: Polícia Civil/ Polícia Militar/Reprodução

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa ao ser descoberta fingindo ser uma adolescente de 12 anos em Joinville-SC, e ser acolhida por uma família da cidade, deu entrada num hospital com diversas agulhas no corpo que foram descobertas em exame de raio-x. O caso aconteceu no município de Florianópolis, capital do mesmo estado, em setembro de 2023.

Quando realizou o exame no Hospital Infantil Joana de Gusmão, Amanda Maria também se passou por adolescente na ocasião. Ela se apresentou aos médicos como 'Caroline da Silva Bastos' e disse ter 13 anos. Após flagrarem as agulhas, a acionou o Conselho Tutelar Com a suspeita de maus-tratos.

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De acordo com o g1, a suspeita foi presa em 2024 pelo mesmo golpe em Goiás. Imagens de outro exame de raio-x feito na cidade do centro-oeste mostraram as mesmas agulhas dentro do corpo dela. O Conselho Tutelar também foi acionado à época, além da Polícia Militar.

Com isso, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, após as investigações, que Amanda é reincidente nesse tipo de crime, tendo casos também em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

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Vida de adolescente

Ao longo do período em que permaneceu na residência em Joinville, a mulher recebeu diversos cuidados e benefícios. Ela ganhou uma festa de aniversário de 12 anos, passou a ter um quarto decorado com elementos infantis, recebeu brinquedos e até medicamentos para emagrecer.

A farsa começou a ruir após uma parente da família desconfiar da história contada pela suposta adolescente. Ao pesquisar informações na internet, ela encontrou indícios de que a mulher já havia aplicado golpes semelhantes em outras localidades.

Com a denúncia, a Polícia Civil aprofundou as investigações e constatou que a suspeita já possuía histórico de se passar por adolescente utilizando identidades falsas.

"Nos outros estados, ela também sempre se passava por adolescente. Ela inventava outros nomes. Aqui, ela inventou o nome de Gabriele, daí a família chamava ela de Gabi", detalhou o investigador.

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