POLÍCIA
Saiba quem é falso terapeuta preso suspeito de estuprar pacientes em Salvador
Homem de 30 anos foi preso pela Polícia Civil da Bahia, nesta quarta-feira, 22


O homem preso pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira, 22, suspeito de praticar os crimes de estupro e importunação sexualdurante atendimentos apresentados como técnicas terapêuticas em Salvador, foi identificado como Maurício Brasil. A informação foi apurada pelo Portal A TARDE.
Segundo a investigação, Maurício, de 30 anos, se apresentava como educador físico e afirmava possuir aptidão para aplicar procedimentos de liberação miofascial. Contra ele, foram cumpridos um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão.
Denúncia de vítimas
De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início após a denúncia de uma mulher de 28 anos. Conforme o relato da vítima, ela procurou o investigado para um atendimento, mas, durante o procedimento, ele adotou condutas incompatíveis com qualquer finalidade terapêutica.
No decorrer das apurações, outras mulheres procuraram a delegacia e relataram situações semelhantes. Segundo a Polícia Civil, o suspeito repetia o mesmo modo de atuação e solicitava que as pacientes permanecessem apenas com roupas íntimas durante os atendimentos.
Durante o cumprimento do mandado de busca no endereço de Maurício Brasil, os policiais apreenderam uma porção de haxixe, uma balança de precisão, dois frascos contendo anabolizantes, um aparelho celular, equipamentos eletrônicos e documentos.
Leia Também:
Relembre denúncia contra personal em 2025
Esta não é a primeira vez que o nome de Maurício Brasil aparece relacionado a denúncias de abuso sexual. Em dezembro de 2025, o personal trainer se pronunciou publicamente após ser acusado pela influenciadora digital e enfermeira Maria Emília Barbosa de abuso sexual durante um atendimento em Salvador.
Na ocasião, a influenciadora, que soma mais de 460 mil seguidores no Instagram, afirmou que Maurício teria tocado suas partes íntimas durante uma consulta e, em seguida, levado a mão dela até o órgão genital dele.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Maria Emília relatou que o personal "lateralizou" sua calcinha durante o atendimento e realizou movimentos incompatíveis com o procedimento. Ela afirmou ainda que reagiu pedindo para que ele parasse, mas que o investigado segurou sua mão e a pressionou contra o próprio órgão genital.
Maurício Brasil negou as acusações
Na época, Maurício Brasil negou as acusações e se manifestou por meio das redes sociais. Em nota, afirmou confiar na Justiça e declarou que permanecia à disposição para prestar esclarecimentos.
"Confio plenamente no trabalho da Justiça e sigo à disposição para tudo o que for preciso, sempre com serenidade, responsabilidade e consciência da minha conduta ética e profissional", escreveu.
As investigações são conduzidas pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), por meio das equipes da 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba), e continuam com o objetivo de identificar possíveis novas vítimas e esclarecer completamente os fatos.


